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A banalização do vírus HIV na atualidade

No filme Carandiru estreado em 2003, são relatados os desafios que a equipe de saúde encontra para promover a prevenção e o tratamento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), na Casa de Detenção em São Paulo em 1992. Entretanto, de lá pra cá, não houve mudanças significativas nesse cenário, quando falado em números de casos dessas doenças, pelo contrário, são crescentes os casos de exposição ao vírus do HIV e Sífilis entre outras. Nesse contexto os desafios ainda encontrados pelo Brasil consistem na falta de informação sobre a gravidade da aquisição do vírus e o seu não tratamento, o preconceito que essas pessoas sofrem, assim como, o não acesso a saúde.

É importante pontuar que as formas de transmissão do HIV e Sífilis, são de conhecimento de grande parte da população, principalmente do "grupo de risco": pessoas de 17 a 32 anos. Entretanto, o número de pessoas contaminadas pelo vírus desde 2003, época do filme, cresceu mais de 70%. Isso acontece porque, junto com o avanço no tratamento e o aumento da expectativa de vida dos portadores dessas doenças , pode-se observar uma grande banalização do uso de ferramentas de prevenção, como os preservativos. Consequência dessa realidade, o Ministério da Saúde divulgou que só em 2016 constatou-se mais de 3 mil novos casos de HIV e Sífilis no país e desses 30% morreram por causa das DSTs.

Atrelado à essa adversidade, o preconceito sofrido pelas pessoas expostas ao vírus ainda é expressivo. Nesses casos as consequências vão desde a não busca pelo tratamento até a desistência dele, o que abri portas para as chamadas doenças oportunistas, como a Pneumonia, Leptospirose, Hepatite, neoplasias entre outras, que agravam o estado do doente e pode leva-lo à morte. E ainda e não tão raro, a falta de acesso aos meios de prevenção e tratamento é um dos fatores mais agravantes para que essas doenças ganhem mais espaço no Brasil, tendo em vista que a prevenção é a melhor arma para interromper o ciclo de transmissão.

Com tudo, é inegável que o problema do avanço das DSTs exige mudanças urgentes. Desse modo, cabe às escolas, ao Ministério da Saúde e as ONGs da área, criarem mecanismos mais eficazes que aproximem a população, em especial os adolescentes, das prevenções não só contra o HIV, como de todas as DSTs, por meio de palestras e debates nas salas de aula, nas ruas e nos meios de comunicação. Além disso, o Estado deve reforçar as políticas junto ao Ministério da Saúde acerca dos métodos de tratamento que possam chegar ao alcance de toda a sociedade brasileira, a fim de diminuir o número de novos casos de HIV, e garantir qualidade de vida aos que adquirirem não só essa como qualquer outra doença.


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