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A banalização do vírus HIV na atualidade

Na década de 1980, começaram a surgir no Brasil os primeiros casos da até então desconhecida Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), doença manifestada após a infecção do organismo humano pelo HIV. Artistas populares, como o cantor Cazuza, morreram rapidamente, o que gerou amedrontamento na geração a qual acompanhou os efeitos da doença. Na atual sociedade, é expressivo o aumento de 50% dos casos, entre jovens de 15 a 19 anos, segundo o Boletim Epidemiológico do CRT (Centro de Referência e Treinamento). Tal situação aponta uma condição preocupante, haja vista o não temor por parte de alguns jovens, embora a doença seja, em tese, conhecimento comum entre a população.
Mormente, um fator excedente para o crescente número de casos de Aids/HIV é a vulnerabilidade juvenil. Ainda que a conscientização acerca do vírus da doença seja, até hoje, fortemente propagada, há jovens que tendem a serem impulsivos e a não analisarem a consequência dos seus atos. Além disso, os homossexuais, por sua vez, são mais propícios a adquirirem a doença, segundo a Unaids. Entretanto, por serem historicamente discriminados na sociedade brasileira, esses tendem a buscar diagnóstico e tratamento tardiamente, visto que se sentem desconfortáveis a buscarem ajuda médica.
A medicina passou por avanços significativos desde o surgimento dos primeiros casos brasileiros de Aids, o que propiciou a prevenção e o tratamento dessa síndrome, através do coquetel antiviral. Não obstante, graças aos avanços terapêuticos, muitos jovens subestimam-a e não a consideram mais um risco. Ademais, vários jovens soropositivos consideram comum a ideia de conviver com o vírus, apesar dos efeitos colaterais suscitados. Convém, a princípio, advertir que tal idealização é errônea, pois a Aids não possui cura.
Por tratar-se de um problema de âmbito nacional, é urgente um maior número de campanhas, por parte do Ministério da Saúde e Estado, a fim de oferecer mais testes e prevenção, principalmente em localidades periféricas, além da contínua distribuição de camisinhas. As instituições educacionais, juntamente com as famílias, devem reforçar a conscientização acerca da doença, proteção e seus meios de infecção, por intermédio de palestras, diálogos, além de aulas de biologia. Além disso, é papel da sociedade acolher e respeitar os indivíduos aidéticos, destruindo todo preconceito existente. Dessa forma, observada a conjuntura entre sociedade e poder público, a imagem aidética dos ídolos Cazuza e Renato Russo servirão de exemplo aos jovens contemporâneos a respeito dos riscos da Aids e a doença poderá ser erradicada no Brasil.
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