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A banalização do coaching

 No seriado norte-americano “Sex Education”, o personagem “Otis” é um estudante de 17 anos que vende, discretamente, fórmulas sexuais consideradas milagrosas para seus próprios colegas de turma. Fora da ficção, esta é a realidade de uma grande parcela demográfica , conhecida como coachs, que prestam serviços amadores e comercializam métodos revolucionários. Neste mesmo âmbito, a procura incessante por emprego e a falta de um caráter estruturado são os principais motivos para o coaching entusiasta ocorrer.


 De maneira inicial, é possível verificar que a cultura do coach é estabelecida, indiretamente, na vida da maioria dos cidadãos ao redor do mundo. Segundo o noticiário informativo “BBC English”, o número de vendas de fórmulas “mágicas”, por meio da internet, aumentou cerca de 133% desde o ano de 2010, fato este que, logicamente, coincidiu com a maior taxa de desemprego mundial. Por isso, a procura por empregos incentiva, arduamente, a busca por novos meios de obtenção de renda e, lamentavelmente, uma parte destes desempregados se “tornam” coachs informais, banalizando tal serviço.


 Em segundo plano, nota-se que os consumidores do serviço precário de coach possuem, na maioria dos casos, um déficit na formação ideológica. De acordo com o jornal “OGLOBO”, uma grande fração da clientela deste tipo de serviço (Personal coaching) é, extremamente, alienada por seus mentores, os quais penetram, com certa facilidade, na mente de seus clientes pela falta de um caráter e senso crítico bem estruturados, além do mais, os mesmos instigam as pessoas a adquirir seus produtos. Logo, a falta de caráter bem estruturado é um dos intensificadores para o “coach ineficaz” acontecer.


 Diante disso, os serviços ilegais de coachs não profissionais necessitam ser, urgentemente, paralisados no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Justiça e ao Ministério da Cidadania analisar e punir, por artifício de fiscalizadores sociais e por profissionais do setor trabalhista, possíveis coachs ilegais que realizam, abertamente, comércios indevidos no país, tendo como objetivo reduzir e, eventualmente, exterminar tal prática do país. Além disso, é necessário conduzir parte da verba federal para a mídia televisiva a fim de auxiliar a população na obtenção de empregos. E somente assim, casos como de “Otis” serão evitados.

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