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A banalização do coaching

KKKKKKK coach?


Coach, do inglês americano, é um termo que significa originalmente 'técnico', em nosso idioma. Técnico é aquele profissional, geralmente de ambiente esportivo mas também de outras áreas, que tem o completo domínio da técnica, que sabe na prática como alcançar um objetivo. O coach, então, seria uma pessoa estudada, diplomada, especializada em desenvolver nos indivíduos capacidade de perseguir e conquistar suas próprias metas. É alguém que realmente te ajuda a vencer. Mas tudo isso parece muito surreal para se acreditar. Tanto é que a maioria da população acredita ser só um conjunto de mentiras. Fora os charlatães que aparecem volta e meia e enganam a muitos. O que fazer então? Proibir seria a melhor opção, certo? Mas e quanto aos que são legítimos, que verdadeiramente auxiliam as pessoas?


Fato é que uma gigantesca parcela do povo não utilizaria tal serviço. Seja por não gostar de alguém apontando seus erros, por colocar em xeque a credibilidade e funcionalidade dos métodos e teorias utilizadas. Por achar que não precisa, ou realmente porque não necessita de ajuda alheia. E exatamente por não utilizar, tratam  como inútil, banal, obsoleto.


Para a maioria da população, ter alguém para lhe motivar dizendo clichês e chavões prontos, e ainda pagar por isso, é uma verdadeira imbecilidade. Perda de tempo e dinheiro. Poderiam fazê-lo elas mesmas. Grande parte das pessoas pensa desta maneira graças ao que ouviu falar sobre a prática, ou baseando-se no 'trabalho' de enganadores por aí, o que ao final gera uma análise equivocada sobre o conceito, desacreditando-o.


E esses salafrários são bons. Têm sobrenatural habilidade com a mentira e enganação. Ilusionistas profissionais, que ludibriam a praticamente qualquer um que lhes dê ouvidos. Se utilizam de frases feitas, ditados populares, citações famosas de grandes pensadores, e distorcem tudo isso para o tema que quiserem. Verdadeiros benfeitores que  somente querem te ajudar, compartilhando de seu vasto conhecimento da vida, e seu dinheiro, é claro. Outra ferramenta muito útil a eles são as promessas de sucesso total a nulo esforço, impossível de se cumprir na prática, mas que angariam muitos interessados. E, após perceberem que não é bem isso, as pessoas tipificam todos da área, baseando-se somente nos falsos, nos que não o são, na verdade.


Então, qual seria a solução para tudo isso? Proibir, com toda certeza, não seria. É injusto com aqueles que dignificam a profissão, que trabalham e cumprem o que dizem. Injusto também com aqueles que, diferente da maioria, precisam dessa ajuda. Regulamentar também não seria. Isto seria só aumentar ainda mais o jugo tributário de um povo que é escravizado por altos impostos. Burocracia e leis que sabidamente só custariam caro e não resolveriam. O quê, então? Classificar tais bandidos, os falsos coaches, como são. Enquadrá-los em crimes já existentes, como fraude e estelionato, e enrijecer tais leis. Deixando livres aqueles que trabalham baseados em conhecimento genuíno. Crucificando Barrabás, ladrão e mentiroso, e soltando Jesus, inocente e verdadeiro.

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