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A banalização do coaching

Sucesso. Qualidade de vida. Ajuda. Esses são conceitos bastante utilizadas pelos então novos agentes solucionadores de problemas, conhecidos com "coach´s". Entretanto, eles não são salvaguardados pelo pelo conselho nacional de psicologia. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grande problema de contornos específicos. O silenciamento dos órgãos responsáveis por divulgar as informações sobre o que de fato é o coach e a falta de racionalidade social, pois há quem procura a ajuda dessas pessoas, corroboram o cenário de banalização dessa profissão. 



Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Portanto, para que o problema banalização do coaching seja solucionado, faz-se necessário discutir sobre ele. Entretanto, o problema encontra terra fértil no silenciamento do Estado e da mídia acerca dessa temática. Pode-se inferir que o assunto ainda não é levado a sério pelos agentes responsáveis por regulamentar as profissões e os profissionais brasileiros. Mas é algo deve ser tratado com muito cuidado e atenção, uma vez que trata-se de uma proposta que tem como premissa trabalhar com o psicológico humano, e tudo que envolve saúde mental deve ser analisado de forma cautelosa e ponderada. 



Além disso, a falta de racionalidade social mostra-se como um desafio à solução do problema. Segundo Hegel, um dos principais filósofos da história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se a ação da irracionalidade por parte das pessoas que procuram como recurso um grupo não especializado. Nota-se que isso ocorre por duas questões, a primeira é a já citada falta de informação; a segunda,  a busca rápida por soluções. Existe na contemporaneidade um anseio em se obter respostas imediatas, observa-se isso no âmbito da comunicação, profilaxia, amoroso, profissional e afins. Essa pressa faz com que alguma parcela da sociedade busque mecanismos que são oferecidos como mágicos, mas que não passam de charlatanismo. O coaching é simplesmente um processo voltado ao desenvolvimento de competências, como explica Ana Cherubinna, professora da Fundação Getúlio Vargas, não uma cura, tampouco solução. 



Em virtude dos fatos mencionados, como resolução da problemática, é preciso que o Conselho Regional de Psicologia, juntamente ao Estado e ao Ministério do Trabalho, desenvolvam campanhas publicitárias acerca da importância de se procurar um profissional regulamentado para ajudar o indivíduo a lidar com suas questões. Outro modo de se fazer isso é trazer para as escolas debates e rodas de conversas sobre a importância desse tema. Também investir em mostras de profissões, abertos à comunidade, que apresentam para a população as funções das respectivas áreas de interesse. Os órgãos jurídicos devem se encarregar de verificar e penalizar aqueles que atuam em profissões específicas sem ter formação para o exercício da função. Só assim frearemos a trivialização do coaching. 

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