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A banalização do coaching

      A depressão foi definida como o mal do século XXI, onde o sentimento de vulnerabilidade é frequente entre os indivíduos que buscam uma solução imediata para o problema. Nesse cenário, surgem os falsos coaching, tendo em vista que não são reais profissionais da área, muito menos executam a função de um coach, o que gera a banalização da carreira. Tal problemática é potencializada pela falta de conhecimento da sociedade perante o papel do especialista, e ausência de punição aos oportunistas.


        Primeiramente, cabe ressaltar que a função de um coaching é a de desenvolver as capacidades do indivíduo, seja dentro de uma organização, seja de modo individual. Contudo, pessoas de má fé aproveitam do contexto de fragilidade social para oferecer soluções imediatas a problemas que estão à margem do serviço de um coaching, por isso, ocorre à desvalorização do profissional, uma vez que não há resolução da situação problema do cliente. Sendo assim, a população desconhece da fiel função e vive “presa” a essa errônea ideia de incompetência profissional, tal como Platão descreve em o Mito da caverna, quando os prisioneiros observam as sombras como verdades absolutas. Logo, com a carência de informação sobre esse serviço a sociedade hodierna torna-se volúvel ao ato de fraudulentos.


    Ademais, a inércia estatal frente ao comportamento imoral desses cidadãos só incentiva seu crescimento, culminando ainda mais na banalização do coaching. Sob tal ótica, o reconhecimento e regulamentação do processo de capacitação do trabalhador do ramo perante o poder Legislativo mostram-se fundamentais para a dissolução dessa conjuntura. Tendo em vista que quando não houver a efetiva formação, e o indivíduo se denominar do âmbito, estará infringindo a lei, sujeito a penalidades. Portanto, faz-se imprescindível que a profissão seja valorizada no meio burocrático, pois a familiarização incoerente gera um desequilíbrio no meio social, sendo o dever do estado sua resolução, de acordo com o pensamento de Aristóteles que afirma: A política deve ser utilizada de modo que por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade.


      Portanto, diante do cenário caótico de banalização do coach. É mister que o Ministério do Trabalho, por meio do Poder Legislativo, em parceria com o International Coach Federation (ICF), crie um estatuto para a regulamentação desse profissional. De modo, que contenha as diretrizes da capacitação do profissional, e concomitantemente a punição àqueles que se declaram profissionais sem reconhecimento legal como, por exemplo, multa por dias trabalhados. Somente assim, a profissão será valorizada de forma digna e a população estará guardada de oportunistas podendo combater o mal do século com especialistas.  

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