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A banalização do coaching

A palavra "coach", que deriva do inglês e significa "treinador ou tutor" se trata de um especialista em determinada área quando aplicada em sua língua nativa, e por isso, passa uma certa confiança em qualquer setor que seja utilizada . Entretanto, esta não tem sido a aplicação dada no Brasil atualmente, visto que, o termo tem sido gradativamente banalizado, tornando qualquer pessoa, ainda que sem embasamento teórico ou profissional, em uma autoridade em sua esfera. Nesse sentido, cabe salientar os fatores que fomentam esse preocupante quadro tanto no âmbito profissional, quanto no âmbito acadêmico.
Vale ressaltar, inicialmente, o desemprego como fator agravante da adversidade. Segundo o IBGE, o Brasil possuiu mais de 13 milhões de desempregados no ano de 2018, sendo essa a pior crise da história no setor. Apesar do recesso, a utilização do termo "coach" continua crescendo, o que revela não somente o crescimento da função em plena crise, mas também, o da informalidade no mercado de trabalho, uma vez que, um coach não precisa necessariamente passar por um curso ou graduação para que possa exercer determinada função, fazendo com que milhares de pessoas sejam enganadas por supostas mentorias, que na realidade não possuem nenhum embasamento científico.
Por outro lado, enquanto o país sofre com a alta taxa de empregos informais, a falta de profissionais capacitados no país acaba se destacando, também, como outro agente perpetuante da problemática. Nesse contexto, a pouca disponibilidade de profissionais capacitados no Brasil acaba levando os contratantes a utilização de alternativas viáveis para execução de determinadas funções, ou seja, para os coachs, que segundo a Intenational Coach Federation(ICF), já representam mais de 70 mil profissionais no mercado de trabalho atualmente, apesar da informalidade e da falta de regulamentação no setor.
Sendo assim, fica claro que medidas são necessárias para a solução do impasse. Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com o Sistema Legislativo, a elaboração de um conjunto de leis para regulamentação da função de coach, de forma que seja crime a execução de funções que exijam experiência ou embasamento acadêmico, estabelecendo de forma clara, principalmente para os contratantes, quais profissões podem ou não ser executadas por coachs, e, portanto, seu exercício passível de multa a todos os envolvidos, para que, dessa forma, esse tipo de fraude pare de acontecer sem que haja a necessidade da extinção da função.

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