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A banalização do coaching

 Falta de tempo, escassez de informação, desespero: essas são algumas razões que motivam as pessoas a procurarem soluções instantâneas para os seus problemas. A modernidade líquida pede praticidade em todos os setores da vida e isso acaba criando oportunidade para a banalização do coaching.


   Segundo dados do ministério da saúde mais da metade da população brasileira (55,7%) está acima do peso. Para tratar esse problema é comum associar uma dieta equilibrada com a prática de exercícios. Um profissional de educação física ou um nutricionista leva em média 4 anos para se graduar e exercer sua profissão. No site do Instituto brasileiro de coaching (IBC) é possível encontrar informações sobre coaching esportivo e coaching de nutricional, que promete ajudar a alcançar resultados extraordinários. Não é possível que um indivíduo com uma formação rápida tenha a mesma capacitação de um profissional de nível superior para atuar em determinada área.


   De acordo com a Secretaria de Comunicação Social do governo 63% dos brasileiros têm na televisão o principal meio de informação. As mídias televisivas apenas permitem acesso a conteúdos exibidos em suas programações. A não procura por conhecimento dirigido e variado faz com que a atratividade de alcançar objetivos subitamente independente do meio seja comprada pela população. Com isso, a necessidade de preparo educacional de qualidade se torna trivial. Logo, não surpreende que dados da “International Coach Federation” (ICF) apontem que nos últimos quatros anos, o coaching cresceu mais de 300% no Brasil.


    Portanto, medidas são necessárias para modificar esse cenário. Cabe ao governo federal junto ao MEC regularizar a grade curricular de formação de coach oferecendo propostas de modificações a serem atendidas em um determinado período pelas instituições que ofertam esse curso, por meio de veículos oficiais, para que os “coachees” tenham limites em relação ao campo de atuação e não causem nenhum dano.

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