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A banalização do coaching

 Com a ascensão do capitalismo após a Guerra Fria e o crescente tráfego de informações do mundo globalizado, é notório que a busca pelo desenvolvimento pessoal sobrepôs o nacionalismo. Nesse sentido, inúmeros projetos de aprimoramento às habilidades humanas surgiram, destaca-se entretanto, a banalização do "coaching". Desse modo, por ser uma profissão não regulamentada, abre margem para os ataques da sociedade e para os erros de conduta. Sendo assim, isso é um problema por conta da falta de organização da atividade e pela fragilidade das pessoas.


 Primeiramente, qualquer pessoa pode se tornar um "coach" por conta da atividade ser desprovida de regulamentações. Dito isso, segundo o físico Newton, a inércia consiste na tendência de um corpo a continuar no seu estado inicial, até que uma força atue sobre ele. Nesse contexto, a profissão se configura como um corpo na inércia, em que sem a intervenção do Estado a atividade continuará banalizada. Diante disso, é necessário que uma força atue sobre esse corpo, para que o mesmo se torne popularmente digno e profissionalmente responsável.


 Em seguida, faz-se mister ainda, salientar a procura por atalhos como um impulsionador do problema. Nessa linha de raciocínio, segundo o filósofo Bauman, vive-se em uma modernidade líquida, em que todas as relações humanas são marcadas pela crescente busca do imediatismo. Nessa perspectiva, traça-se um paralelo em que essa procura por atalhos expôe a fragilidade das pessoas acerca do assunto, visto que, qualquer pessoa pode exercer a atividade, contribuindo para que o civil contrate um "coach" desprovido de treinamento. Diante do exposto, é valido ressaltar que a ação das mídias no atual cenário da atividade é de suma importância.


 Destarte, é dever do Ministério do Trabalho, iniciar projetos de regulamentação e profissionalização da atividade, com criação de faculdades em parceria com o MEC, além da efetivação de um certificado de registro de "coaching", para que assim a atuação nessa nobre atividade profissional seja garantida. Outrossim, é dever da Mídia, sobretudo das televisões, desmistificarem o atual cenário do "coaching", com novelas que exemplificam o que uma contratação de um profissinal desqualificado pode resultar na vida de uma pessoa, para que a ascensão da globalização seja harmônica com as atuais tendências profissionais.

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