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A banalização do coaching

Sabe-se que, na Grécia Antiga, os Sofistas utilizavam a retórica e persuasão para convencer o povo de suas ideias, o que gerou um verdadeiro comércio de conhecimento duvidoso. Analogamente, os coachs exercem esse papel no Brasil hodierno, uma vez que, muitos cobram para orientar pessoas em diversas áreas, sem possuir formação adequada. Nesse cenário, o modismo do coaching se configurou como a banalização da venda de ilusões.
A priori, é válido ressaltar o contexto em que o fenômeno se originou. Na sociedade moderna imediatista, os indivíduos passaram a buscar o caminho mais fácil para resolver seus problemas, optando por alternativas rápidas e simples. Logo, surgiram os coaches, apresentando-lhes métodos milagrosos e sedutores para superar as mais variadas adversidades. Desse modo, verifica-se a presença de muitos ludibriadores atuando no ramo, que aproveitam da crescente tendência do coaching para lucrar com as necessidades humanas.
Outro fator que merece destaque é o risco que a atividade indevida acarreta. Ao disseminar falsas promessas e técnicas terapêuticas sem embasamento científico, os coaches fraudulentos causam danos financeiros, morais e à saúde dos clientes, como ocorre no emprego do coaching para emagrecimento. Portanto, ratifica-se o caráter prejudicial e ineficaz da ação desses instrutores despreparados.
Ainda é importante mencionar que essa banalização também afeta os profissionais devidamente formados nas áreas em que atuam, visto que, muitos deixam de procurar especialistas diplomados para contratar os serviços superficiais do coach. Por conseguinte, o exercício inadequado do coaching promove a desvalorização das profissões regulares.
Diante do exposto, é fulcral que o Senado institua uma lei de regulamentação da profissão supracitada, que exija a formação do coach em escolas credenciadas e crie mecanismos de denúncia e fiscalização do exercício indevido da atividade. Ademais, a sociedade deve se conscientizar dos riscos da banalização do coaching, investigando o histórico do orientador antes de contratar seus serviços. Somente assim, os brasileiros terão acesso à assistência de qualidade, livre de ilusões.

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