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A banalização do coaching

De boas pretensões o inferno anda cheio. Clássico ditado popular diz muito sobre a atuação de coaches que, no exercício de seu suposto ofício, trazem à baila diversas formas milagrosas de solucionar variados tipos de problemas do ser humano, tendo em vista que o mesmo tem como objetivo a sua autorrealização pessoal. Sendo assim, o coach avoca para si um enorme poder sob o seu cliente, já que o seu cliente presume uma determinada qualificação profissional ou até mesmo resultados satisfatórios no seu ofício, o que coloca em cheque sua reputação pois o mesmo se utiliza de formas suntuosas de marketing pessoal afim de fisgar mais clientes.


Primeiramente, a atuação de um coach, nos dias atuais, é imprescindível tendo em vista que, num cenário de extrema competição, as pessoas possuem pouco tempo para buscarem profissionais "in loco" e acabam optando por profissionais que utilizam ferramentas como a internet com a finalidade de diminuir os custos totais de seu cliente e angariar um número maior de seguidores. Entretanto, a internet pode ser uma faca de dois gumes, pois a liberdade de escolha de uma pessoa que busca um coach pode acarretar danos pessoais das mais variadas formas, tendo em vista que não há uma fiscalização específica com a finalidade de apurar esse determinado tipo de serviço -o coach- .


Outrossim, o marketing pessoal dos coaches utiliza formas as quais dão a entender que os mesmos são profissionais de alto calibre que, ainda que os mesmos não possuam certificações profissionais ou experiência em casos concretos, exalam autoconfiança de que os seus resultados serão eficazes independentemente da situação específica. Sendo assim, os coaches acabam possuindo um enorme poder mesmo não tendo legitimidade para tal, algo que o filósofo Michel Focault já asservera no seu entendimento de que o poder por vezes não tem forma legítima e está por toda parte, não tendo formalidades para o seu exercício.


Dessarte, uma forma de se punir a forma fraudulenta do exercício de coach - função que tem como ramificações atuações como consultoria, assessoramento, terapias, etc - seria fortalecer as delegacias que cuidam de crimes cibernéticos, tendo em vista que os coaches, na sua maioria, atuam nos meios digitais. Assim, com um policiamento reforçado, seja estadual ou federal, a incidência dessas atitudes ilegais diminuiria com o passar do tempo e a população ficaria mais atenta com o marketing dos coaches, já que as instituições policiais também usam formas de mostrar a sua atuação para a população em geral.

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