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A banalização do coaching

Tudo que vem fácil vai fácil.


O filme Karatê Kid conta a história de um menino que ao se mudar para uma nova cidade conhece um mestre de karatê, protagonizado por Jackie Chan, que lhe transforma em um grande campeão. Fora da ficção, o enredo apresentado na obra assemelha-se com o mais conhecido método de evolução pessoal: o Coaching – forma de desenvolvimento na qual o instrutor ajuda um aprendiz a adquirir um objetivo pessoal e/ou profissional. Entretanto, gradativamente, a pressão social e psicológica em torno de ‘’ser alguém na vida’’ e a auto intitulação do falso coach corroboram para sua banalização.


É importante ressaltar, em primeiro plano, que em função da pressão exercida pela sociedade em ‘’ser bem sucedido’’, as pessoas estão em uma corrida de cem metros rasos para alcançar os troféus finais: reconhecimento, dinheiro, e uma vida figurativamente perfeita. Segundo o filósofo Friedrich Nietzsche: ‘’Eu não sei o que eu quero ser, mas sei muito bem o que eu não quero me tornar’’. Dessa forma, grande parte da população acredita que a busca por ‘’ser alguém’’ é importante e com o coaching, imediata.


Em paralelo, nem sempre esses guias são pessoas devidamente capacitadas para tal função: ao observarem o setor em crescimento e a viabilidade de lucrar, essas pessoas usam da contratação para o benefício pessoal. De acordo com a revista brasileira Exame, somente entre 2010 e 2014 houve um crescimento de 300% no número de mentores. Observando-se assim, que esse aumento exponencial é resultado da visão milagrosa transmitida por mentores não formados.


Portanto, como proferido pelo dilema popular ‘’tudo que vem fácil vai fácil’’, medidas devem ser executadas para desmistificar a visão incomplexa da construção pessoal e para que o coaching deixe de ser uma prática banalizada. Para isso, o Ministério da Justiça deve tornar ilegal a prática enunciada sem um diploma válido, através de denúncias por clientes e coaches formados, para que os não formados sejam devidamente criminalizados. Como também, o cliente deve avaliar cuidadosamente o contratado, por meio da análise de sua formação, metodologia e tempo de experiência, a fim de contratar somente profissionais. Feito isso, os contratantes serão treinados somente por um instrutor como o do personagem de Jackie Chan.

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