O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

A autonomia da mulher brasileira nos casos de interrupção da gestação

Liberdade de decisão
Desde a antiguidade, o aborto era utilizado para interromper uma gestação indesejada, tendo como principal método ervas abortivas. Esta problemática é refletida até os dias atuais e julgada negativamente, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.
Segundo pesquisas a maior parte das mulheres que realizam o procedimento são pobres e religiosas. Dessa forma percebe-se que a falta de informação e de educação sexual nas áreas mais carentes são predominantes. O maior problema é a quantidade de mortes causadas pelo fato de não haver a legalização, sendo assim, feitas em clínicas clandestinas com a ausência de especialistas.
Após a validação do método no Uruguai, por exemplo, o número de mulheres que desistiram de realizar o processo foi superior a 30%, devido ao apoio de profissionais capacitados para lidar com as pacientes com segurança na delicada decisão, psicológicamente e físicamente. É importante salientar que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz, e também deve-se levar em conta a escolha da mulher e seus motivos, como por exemplo a condição financeira, estupro, feto com deformidade, risco á saúde materna, abandono por parte do companheiro ou simplesmente não planejaram uma gravidez.
Nesse contexto, é importante salientar que, segundo Immanuel Kant, o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele. Sendo assim, para que haja mais informação é imprescindível esforço coletivo. A população, previamente orientada por campanhas públicas e por eventos culturais, contribuirá para a vida dessas mulheres. Cabe também ao Legislativo criar uma lei que legalize o procedimento. Além disso, escolas precisam promover debates e seminários acerca do tema, a fim de consolidar valores morais e éticos nesta geração e nas futuras.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!