INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO

  • O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  • O texto definitivo deve ser feito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  • A redação que apresenta cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Receberá nota zero, em qualquer uma das situações expressas a seguir, a redação que:

  • Tiver até 7(sete) linhas, sendo considerada “texto insuficiente”.
  • Fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
  • Apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
  • Apresenta parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

Texto 1

O conceito de beleza muda sempre ao longo dos anos. Na antiguidade, uma mulher era bela se fosse robusta, transparecendo saúde, boa alimentação e reprodução. Com o passar do tempo e com o surgimento dos desfiles, a moda era ser magra, quase esquelética. Com todas essas mudanças, o que é realmente beleza? Como podemos definir se uma coisa ou pessoa é bela ou não?

Beleza é algo cultural, em diferentes cantos do globo podemos comprovar isso. Na China, serão bonitas as mulheres orientais, brancas e de pés pequenos. Já no Ocidente, são bonitas as altas e esbeltas. Em cada lugar ela reflete algo diferente, mas em todos eles há pessoas insatisfeitas com o próprio corpo tentando atingir o padrão imposto pela sociedade.

A padronização da beleza e sua divulgação na mídia, seja através de propagandas ou da veiculação de concursos, levam as mulheres e garotas comuns, que não tem como alcançar esse padrão a recorrer a extremos, como plásticas e até mesmo distúrbios alimentares.

Anorexia e bulimia têm sido alguns dos temas mais debatidos da atualidade. O fato de garotas e mulheres estarem na busca inalcançável do corpo perfeito assusta pais e familiares, pois até modelos se submetem a isso. Assim, muitos estudiosos chegaram à conclusão do que a baixa autoestima dessas garotas é fruto do padrão imposto pela mídia e sociedade.

Por mais se altere de um lugar para outro, de uma época para outra, de uma raça para outra, beleza será sempre conceitual. E o que se conclui e que os conceitos de beleza moldaram e moldam as sociedades atuais, ditam o que usar e não usar, o que comer, o que vestir… Enquanto o mundo for mundo, e principalmente, globalizado, os padrões do que é belo vão estar sempre mundando. E esperamos que seja para melhor.

Fonte: http://programaxequemate.blogspot.com.br/2011/05/o-padrao-de-beleza-e-suas-consequencias.html

Texto 2

[…] Assim como a depressão, transtornos alimentares não são apenas uma invenção inofensiva da cabeça de alguém. Por que uma pessoa mentalmente saudável passaria fome e vomitaria boa comida em busca da magreza, sendo que esta pode ser atingida com métodos muito mais saudáveis? Embora a lógica deixe nítido que pessoas com distúrbios alimentares não sofrem por vontade própria e que, portanto, é algo que passa bem longe da frescura, ainda há quem olhe para esses distúrbios como se fossem brincadeiras.

Alguns dados que provam que devemos levar esse assunto a sério

  • Todos os anos são identificados mais de cem mil novos casos de anorexia, isso somente no Brasil;
  • Tanto anorexia quanto bulimia podem ser diagnosticados pela própria pessoa ou entes próximos. Todavia, a falta de interesse pode ser um dos motivos para que o doente ou seu responsável legal busque por ajuda apenas quando se encontra em um estágio mais avançado;
  • Os meios de mídia disseminam métodos milagrosos para emagrecer (muito longe da realidade) e nos é ensinado a apreciar a magreza dos “ossinhos à mostra”, como se fossem objetivos ESSENCIAIS para a felicidade.

Não há problema algum em querer ser magro ou ler reportagens sobre dietas. O problema se encontra em não saber separar a magreza saudável de uma obsessão. Pior ainda é fechar os olhos para o fato de que esta obsessão existe SIM e pode estar presente em um dos nossos entes mais queridos (mãe, namorada, sobrinha, filha).

Familiares possuem dificuldade em lidar com quem tem transtornos alimentares

No drama O Mínimo Para Viver, a protagonista Ellen possui duas mães, uma madrasta, um pai e uma irmã mais nova. Bagagem familiar completa. O pai jamais aparece, mas é evidente que, igualmente aos demais familiares, ele vê dificuldades em lidar com a garota.

Questões como ‘Isso é bonito?’ e ‘É só comer!’ entram em pauta no vocabulário da família. Ellen é amada por todos, mas sua família é confusa e cheia de problemas internos. Para piorar, um dos membros é anoréxico e na cabeça dos leigos este não é um problema muito válido. Afinal, é uma coisa tão simples quanto “é só comer“.

É uma verdade que as pessoas com transtornos alimentares são difíceis de conviver e costumam sim contar mentiras à respeito de refeições e seu bem estar físico, e parece não haver sentido algum em “ter medo de comida”, mas é PRECISO que os familiares entendam que não é nenhum bicho de sete cabeças. Anorexia e bulimia não são problemas menores e mais fáceis de resolver que problemas com dinheiro ou estresse no trabalho, e o afastamento da família não é a melhor solução.

Fonte: http://superela.com/o-minimo-para-viver-anorexia

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Formas para alcançar o equilíbrio entre saúde e beleza”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

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