Texto I

“[…] Allison Andrade, de 25 anos, se formou em Publicidade e tem uma pós no exterior. Conta que ao terminar o curso, “estava trabalhando satisfeito com as ofertas do mercado”, mas depois de se especializar no exterior com o intuito de conseguir um melhor salário e posição laboral, encontrou uma barreira. “Há saturação. As empresas não prezam se a pessoa fez uma boa faculdade nem uma pós, pelo menos nesta área, o que importa é aceitar trabalhar ganhando pouco, mesmo sem formação adequada”, lamenta. Andrade resolveu mudar de área e optou por Engenharia Civil, depois de passar dois semestres cursando os cursos de Ciência e Engenharia da Computação. Para ele, existe uma melhor perspectiva de salário, já que “a demanda de engenheiros é grande e o mercado necessita profissionais bem qualificados”.

Andrade é o retrato de uma das gerações mais bem preparadas que se frustram ao chegar ao mercado de trabalho, mas seu perfil não é uma realidade apenas no Brasil. A OCDE, em recente estudo sobre o impacto da educação no nível econômico do jovem, constatou que isso ocorre a nível mundial. Rodrigo Castañeda Valle, da área de inovação e medição do progresso educacional e de habilidades da organização, não acredita que tudo se deva a que o jovem não saiba direito o que quer. Em alguns países, como o Brasil, “a boa remuneração de técnicos ou pessoas sem formação superior é um dos fatores que desestimula os jovens a continuarem seus estudos”. Segundo o estudo, 67% dos brasileiros com o segundo grau estão empregados, contra 55%, de média entre os países da OCDE.[…]”

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/04/sociedad/1391544951_779657.html

Texto II

 

Fonte: http://rgcriativo.com.br/post/169/Mercado-de-Trabalho-ebaaa.html

Texto III

“[…] De fato existem vagas, entretanto, o mercado está mais exigente e a gama de profissionais capacitados está maior. Segundo a vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Paraná (ABRH-PR), Susane Zanetti, em alguns casos há milhares de interessados em uma vaga, e o filtro das empresas está cada vez mais restrito, colocando o jovem em desvantagem.

São profissionais com anos de experiência e que falam duas ou três línguas fluentemente contra jovens que concluíram o Ensino Médio e, em alguns casos, imaturos, ansiosos e impacientes. Ainda conforme a retrospectiva do IBGE, o percentual da População em Idade Ativa (PIA) com 11 anos ou mais de estudo passou de 46,7% para 63,8%.

‘É como se vivêssemos uma dicotomia, uma coisa muito antagônica. Termos tantos jovens desempregados e termos estas vagas. Por conta do mercado estar muito exigente, às vezes, é muito difícil este jovem conseguir, principalmente, se ele não tem nenhuma experiência’, disse Zanetti.

Além disso, comportamentos normais para essa faixa etária acabam interferindo. Algo que, aparentemente, ficaria em segundo plano, destacou Zanetti, ainda tem importância nos processos seletivos, e acaba funcionando como uma armadilha para os jovens.

‘Eles são muito ingênuos ainda em algumas questões que para as empresas são importantes. A empresa busca conhecer esse jovem e entender um pouco das características que ele tem para saber se são compatíveis com a cultura e valores da empresa. As questões comportamentais ainda são muito significativas. Esse é um dos motivos em que, normalmente, o jovem não vai para frente nas entrevistas’. Algumas perguntas básica, exemplificou Zanetti, ficam sem resposta, como quando o entrevistador pede para o candidato citar os próprios pontos fortes.”

Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/03/apesar-do-aumento-de-vagas-jovens-tem-dificuldades-para-o-1-emprego.html

Com base nos textos motivadores e no seu conhecimento, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema: As dificuldades inserção de jovens no mercado de trabalho.

ESCREVER SOBRE ESTE TEMA!

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