Tema de redação: violência no parto

por | ago 4, 2016

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A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Violência no parto apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa e seu ponto de vista.

 

Texto 01

“A médica fez uma episiotomia sem que eu soubesse e, enquanto dava os pontos, ela ia explicando para cinco alunos presentes como era o tecido do meu períneo. Me senti uma cobaia humana”.

Elisângela Alberta de Souza, esteticista e mãe de Cecilia, Pedro e Ester.

“Durante uma contração, eu baixei a perna e, sem querer, sujei o chão que o obstetra estava limpando. Em resposta, ele bateu no meu joelho”.

Cristiane Fritsch, psicóloga e mãe de Iago.

Esses relatos que você acaba de ler são de mulheres que foram vítimas de violência no parto. Infelizmente, 25% das mulheres que tiveram filhos pelas vias naturais na rede pública e privada sofreram violência obstétrica no Brasil, de acordo com uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo.  Apesar de a pesquisa se restringir ao parto normal, a violência também pode acontecer em uma cesárea. Os abusos mais citados pelas mulheres no levantamento foram:

  • Se negar ou deixar de oferecer algum alívio para a dor;
  • Não informar a mulher sobre algum procedimento médico que será realizado;
  • Negar o atendimento à paciente;
  • Agressão verbal ou física por parte do profissional da saúde.

Tamanha animosidade está relacionada a uma fantasia que se cria acerca da futura mãe. “A figura da parturiente na nossa cultura é muito idealizada, imagina-se que a mulher será como uma Virgem Maria parindo e quando ela não corresponde a essa expectativa vem um terrível ódio”, explica a psicóloga Vera Iaconelli, diretora do Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal – Gerar e doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo.

(Hora do parto: o que é considerado violência obstétrica. Extraído e adaptado de http://mdemulher.abril.com.br/saude/bebe/hora-do-parto-o-que-e-considerado-violencia-obstetrica)

Texto 02

“Você sofreu abusos”. Quando a paranaense Kelly Mafra publicou seu relato de parto em uma comunidade no Facebook para mães, em 2014, não imaginava que o primeiro comentário que receberia seria esse. A experiência na maternidade, no nascimento do primeiro filho, havia ficado muito aquém de suas expectativas mas, até aquele momento, ela não se via como vítima. Ela havia pensado na rudeza da equipe médica como um tipo de mal inevitável. Na sala de parto, não haviam permitido a entrada do marido de Kelly, apesar de odireito ser garantido em lei desde 2005. Quando as dores das contrações chegaram, ouviu: “Na hora de fazer, não gostou?” e “Não grita, vai assustar as outras mães”.

Depois que o bebê nasceu, disseram que ela levaria o “ponto do marido”, para “continuar casada”. No parto normal de Kelly, o médico fez um pequeno corte no períneo (um grupo de músculos que sustenta os órgãos pélvicos) para facilitar a saída o bebê, a episiotomia. Recomendada em alguns casos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil o procedimento é regra. Kelly não foi avisada. Na sutura, o médico deu um ponto a mais para apertar a abertura da vagina. O procedimento, sem base científica, acompanha a crença de que a vagina se alargaria após o parto, tornando o sexo insatisfatório para o homem. Kelly ainda sente dores, uma vez que a elasticidade normal do órgão foi reduzida. A história de Kelly e de outras mulheres ilustra um drama vivido por uma em cada quatro brasileiras que deram à luz, segundo a pesquisa Nascer no Brasil, coordenada pela Fiocruz: a violência obstétrica.

(Violência obstétrica: 1 em cada 4 brasileiras diz ter sofrido abuso no parto. Extraído e adaptado de http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/07/violencia-obstetrica-1-em-cada-4-brasileiras-diz-ter-sofrido-abuso-no-parto.html)

Texto 03

Rotineira nos hospitais brasileiros, violência obstétrica são considerados todos os procedimentos, físicos ou não, pelos quais as mulheres passam na gestação trabalho de parto, parto e pós-parto e abortamento que não são preconizados pelos princípios da humanização e da medicina baseada em evidências.

Agressões verbais, recusa de atendimento, privação de acompanhante, lavagem intestinal, jejum obrigatório, episiotomia, separação de mãe e bebê saudável, introdução de chupeta e complemento sem autorização estão entre as práticas mais comuns.

Para denunciar violências na hora do parto, solicite o prontuário médico no hospital e procure a Defensoria Pública do município. Além disso, encaminhe uma carta detalhando os procedimentos e envie para a Ouvidoria do Hospital, para a Secretaria Municipal de Saúde, para a Secretaria Estadual de Saúde e, em casos de planos de saúde, para a Diretoria do Plano de Saúde.

(Violência na hora do parto: fotos chocam ao mostrar marcas no corpo e cabeça das mães. Extraído e adaptado de http://www.bolsademulher.com/saude-mulher/violencia-na-hora-parto-fotos-chocam-ao-mostrar-marcas-corpo-e-cabeca-das-maes)

Texto 04

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violência obstetrícia

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