INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO

  • O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  • O texto definitivo deve ser feito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  • A redação que apresenta cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Receberá nota zero, em qualquer uma das situações expressas a seguir, a redação que:

  • Tiver até 7(sete) linhas, sendo considerada “texto insuficiente”.
  • Fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
  • Apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
  • Apresenta parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

Texto 1

O Brasil caiu nove posições em um ranking de igualdade de gênero divulgado pelo “Fórum Econômico Mundial”, grupo conhecido pelas reuniões que realiza em Davos.

O país aparece agora na 71ª colocação na lista. Em 2013, ocupava a 62ª posição.

A organização avaliou as diferenças entre homens e mulheres na saúde, educação, economia e indicadores políticos em 142 países.

A Islândia ocupa o topo do ranking, seguida por outros países nórdicos.

Apesar de ter mantido a igualdade entre homens e mulheres nas áreas de saúde e educação, o Brasil perdeu posições nos índices que medem participação feminina na economia e na política.

A maior queda ocorreu na avaliação que considera salários, participação e liderança feminina no mercado de trabalho.

A nota brasileira foi de 0,144 para 0,148. Porém, como outros países evoluíram mais, o país passou da 68ª para 74ª posição no ranking.

A curva de participação feminina na política brasileira mostra uma nítida ascensão desde a chegada da presidente Dilma Rousseff à Presidência, em 2011. Ela foi a primeira mulher a governar o país.

Em educação o Brasil atingiu a nota 1, o que significa que não há desigualdade entre homens e mulheres. A eliminação nas desigualdades na educação vem desde 2012. Na saúde, o país pontua 0,98 – o que o coloca em 1º lugar, empatado com outros países- desde o início da divulgação do ranking, em 2006.

O relatório destaca que o Brasil conseguiu fechar 70% da lacuna entre os gêneros.

A queda do Brasil em nove colocações, ficando em 71º, aconteceu mesmo tendo fechado com sucesso ambas as lacunas entre gêneros no nível educacional e de saúde e sobrevivência. Sua prioridade agora deve ser de garantir retornos em seus investimentos através do aumento da participação feminina na área de trabalho”, diz o relatório.

Poucos avanços

As cinco primeiras posições do ranking são ocupadas por países nórdicos.

Em 6º lugar, aparece a Nicarágua, o país mais bem colocado da América Latina há três anos.

Logo depois, em 7º, aparece Ruanda. Segundo o relatório, o país tem “grande pontuação em termos de participação econômica e política”.

Entre os países dos BRICS, a África do Sul é a mais bem colocada (18º), “devido à forte participação política”. Depois do Brasil aparecem Rússia (75º), China (87º) e Índia (114º).

O documento do Fórum Econômico Mundial destaca que os avanços em todo o mundo foram pequenos. A brecha entre homens e mulheres ainda está em 60%, e em 2006 era de 56%. Nesse ritmo, levará 81 anos para o mundo fechar essa brecha completamente.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/10/141028_desigualdade_full_lab

Texto 2

desigualdade de gênero é um problema antigo na sociedade e até hoje há quem acredite que as mulheres são inferiores aos homens e que seu único papel na sociedade é o de cuidar da casa e dos filhos. Uma pesquisa divulgada agora em março pela Ipsos mostrou que, em média, 18% das pessoas no mundo acreditam na inferioridade feminina.

Para mudar esse tipo de visão, surgiu o feminismo, que defende que as mulheres são iguais aos homens, capazes de exercer as mesmas funções que eles, assim como eles são capazes de exercer as mesmas funções que elas, como os trabalhos domésticos, por exemplo.

O erro mais comum é classificar o feminismo como uma ação que tem o ideal de que as mulheres são melhores que os homens. Os movimentos feministas falam de igualdade e não de superioridade de um ou de outro gênero.“Essa visão social dos papéis estruturantes do feminino e do masculino traz algo fundamental para a reação negativa das pessoas, principalmente dos homens. É um privilégio ser homem no Brasil e a maioria deles reage de forma não amigável ao feminismo”, disse Jacira Mello, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão.

Diferença salarial

De acordo com a Comissão Econômica das Nações Unidas (CEPAL), as mulheres podem ganhar até cerca de 30% menos que os homens no mercado de trabalho estando em condições semelhantes, ou seja, realizando as mesmas funções.

Além de ganhar menos, a mulher ainda enfrenta a dupla jornada de trabalho, que se estende ao voltar para a casa e realizar as tarefas domésticas. Injusto? Sim.

Jacira Mello também falou que as pessoas até entendem racionalmente essa diferença de gênero, mas que o conceito de família “normal” onde o homem trabalha e a mulher faz as tarefas domésticas é tão forte e enraizado no dia a dia que as pessoas deixam de refletir sobre o assunto quando mais precisam.

Duplo preconceito

Ser mulher negra é algo que aflige parte da população. Elas normalmente são discriminadas tanto por serem mulheres, quanto por serem negras; além de serem estereotipadas de mulheres pobres, que geralmente trabalham como empregadas domésticas.

“As mulheres negras além de sofrerem com o machismo sofrem com o racismo. Essa dupla pressão coloca as mulheres negras numa situação muito maior de vulnerabilidade social”, afirma Djamila Ribeiro, pesquisadora da área de filosofia política e feminista.

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Esses estereótipos da sociedade fazem parte do processo cultural. Desde a abolição da escravatura, os negros não tiveram o auxilio necessário para reinserção na vida social, com oportunidades iguais às dos brancos. Consequentemente, essa falta de socialização tornou os negros vítimas de racismos e injúrias raciais. E, claro, a mulher negra é a que mais sofre.

“O racismo é algo muito perverso, porque nem sempre ele é declarado, e as mulheres negras são tratadas de forma diferente. Não importa o nível cultural ou social que ela tenha, o racismo continua”, disse a advogada e presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP, Carmen Dora.

Feminicídio

Segundo o Mapa da Violência de 2015, o número de brasileiras negras mortas aumentou 54% em dez anos. Isso equivale a quase 3 mil mortes no ano de 2013. Já o homicídio de brasileiras brancas aumentou quase 10%, o equivalente a cerca de 1,5 mil casos.

Apesar dos números, ainda existe muita resistência ao termo “feminicídio”. “As pessoas têm resistência ao termo porque não pensam na importância dele. A maioria dos feminicídios é feita com requintes de crueldade. Não existe matar por amor; as pessoas matam por ódio e por acharem que têm posse da mulher”, disse a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão.

Feminicídio é quando uma mulher é assassinada devido ao preconceito de gênero. Muitas vezes, os delitos são cometidos por ex-parceiros que não aceitaram o término de uma relação, ou foram denunciados por violência, entre diversos outros casos.

“A cada assassinato de uma mulher, a imprensa busca uma justificativa para o crime. Ciúme, traição, rompimento de uma relação etc. Toda vez que se tem uma cobertura que reflete o que a sociedade está acostumada a pensar, você reforça o feminicídio. Ao buscar uma justificativa você permite que mais casos aconteçam. Não existe justificativa para uma pessoa assassinar outra. Isso é uma expressão de ódio”, conclui.

Fonte: http://observatorio3setor.org.br/carrossel/mulher-no-brasil-luta-pela-igualdade-de-genero-e-raca/

Texto 3

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Ações para alcançar a igualdade de gênero no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

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