Telemedicina no Brasil | Tema de Redação

por | maio 21, 2021

Em meio à pandemia, este é um tema que tem ganhado destaque, pois este tipo de atendimento tem sido amplamente utilizado. Apesar disso, é um assunto que levanta controvérsias. Então, leia os textos motivadores e escreva sua redação!

Leia os textos motivadores a seguir. Assim, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Telemedicina no Brasil”.

Use a modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Então, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1

A Telemedicina é regulamentada no país, mas seu futuro ainda representa esperança. Desde o seu surgimento, essa área médica, que envolve o atendimento do paciente de maneira remota, tem contribuído para avanços significativos, tornando a saúde acessível a qualquer hora, em qualquer lugar.

Seja para teleconsultas, exames de rotina ou em situações de urgência, esse é um apoio decisivo. Ele contribui tanto para a prevenção, quanto para o diagnóstico, monitoramento e tratamento de doenças, lesões e outras condições médicas. Tudo isso realizado à distância, ou seja, médico e paciente não precisam estar em contato físico.

Após entender o que é e como funciona a Telemedicina, fica até difícil mensurar todas as contribuições da tecnologia para o avanço da atenção à saúde em nosso país.

A Telemedicina tornou possível a transmissão e o compartilhamento de informações médicas a quaisquer distâncias, com segurança e melhorias também na qualidade do atendimento.

Hoje, está presente dentro e fora das unidades de saúde, e até no auxílio a bases humanitárias em regiões inóspitas ou de guerra.

Telemedicina é uma área da Telessaúde que oferece atendimento médico de forma remota. Sendo assim, ela permite atender pacientes através da teleconsultainterpretar exames médicos (telediagnóstico), telemonitoramento, entre outros, tudo feito remotamente. Para tanto, ela conta com o apoio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

O que é Telemedicina pelo CFM?

Segundo o Conselho Federal de Medicina na Resolução CFM nº 1.643/2002, essa especialidade representa o exercício da medicina através de metodologias interativas de comunicação audiovisual e dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.

Desde 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a importância dessa área médica, em especial para casos em que a distância é um fator crítico para a oferta de serviços ligados à saúde.

Nesse sentido, a Telemedicina é feita por profissionais altamente capacitados. Significa, por exemplo, que o responsável pela interpretação e produção de um laudo de telerradiologia será sempre um médico radiologista.

Seja no Brasil ou no mundo, a Telemedicina é uma área que tem rompido barreiras. Portanto, elimina distâncias geográficas e conectando especialistas a outros profissionais de saúde, administradores de unidades de saúde e pacientes.

Esse avanço é possível graças à aplicação de tecnologias modernas, como a Internet, sistemas de áudio, imagem e vídeo. Sendo assim, todo o aparato contribui para a resolução de demandas comuns na área da saúde, como a carência de especialistas e segunda opinião médica.

Fonte: https://telemedicinamorsch.com.br/blog/telemedicina

TEXTO 2

Segundo Wangenheim, existem vários tipos de telemedicina, dos quais o principal é a assíncrona, que se caracteriza pela oferta de exames médicos à distância. “Equipamentos, antes disponíveis para isso apenas em hospitais, são disponibilizados em postos de saúde ou em pequenas policlínicas e unidades de pronto atendimento (UPAs) do interior, onde são realizados os exames, que são enviados pela internet e são ‘laudados’ por especialistas em hospitais ou grandes cidades”, explica.

Em países de grandes distâncias e de concentração de especialidades médicas nas cidades maiores e no litoral como o Brasil, ele diz que essa é a variedade de telemedicina que tem o maior impacto do ponto de vista de saúde pública, pois evita deslocamento desnecessário de pacientes a grandes cidades, a famosa “ambulancioterapia”, e agiliza a realização de exames de triagem para poder entender para onde que um paciente tem que ser encaminhado.

A grande vantagem da telemedicina assíncrona, de acordo com Wangenheim, é que ela gera uma grande economia e uma otimização do uso de capacidades médicas, pois o especialista vai estar disponível mesmo para os municípios mais remotos e se concentrar em fazer apenas aquilo que ele sabe muito bem, que é prover os laudos para os exames médicos da sua especialidade. “Existe uma variedade de telemedicina assíncrona chamada telessaúde”, explica. “É quando se utiliza a internet para colocar profissionais de saúde em contato uns com os outros, onde um especialista, o médico experiente, apoia colegas generalistas ou profissionais de enfermagem em unidades básicas e responde a dúvidas e orienta no tratamento de casos difíceis”.

Nos últimos tempos, diz Wangenheim, ganhou popularidade a telemedicina síncrona. “É a variedade na qual o paciente e o médico estão em conexão direta e em tempo real, também chamada de teleconsulta”, diz. “Ela é importante para a orientação inicial e realização de triagem de pacientes, quando eles têm sintomas, mas não sabem exatamente para onde devem ir, e também para o acompanhamento daqueles que já tiveram um atendimento presencial e estão realizando o tratamento em casa”.

A teleconsulta tem limitações, principalmente quando se chega num ponto muito comum em toda consulta médica, que é a do exame físico. “Pela webcam ou pela câmera do celular, o que se pode realizar de exames físicos à distância com o paciente é restrito”, explica Wangenheim. “Por isso a teleconsulta é indicada como um exame apenas de triagem, para saber se o paciente tem algum problema evidentemente grave e precisa ser encaminhado para uma emergência ou uma policlínica, ou consultas de acompanhamento para quem já está em tratamento, e não como um exame de diagnóstico”.

A telemedicina em geral tem outras limitações, no entanto. “É preciso saber que existem desvantagens, sim”, diz Constâncio. “Empatia, vínculo e afeto, por exemplo, podem ser impactados sensivelmente se não houver atenção por parte dos profissionais. Outro ponto chave é a segurança da informação trocada, tópico importante neste processo, já que os canais mais populares de contato não costumam ser os mais seguros. Daí a necessidade de investimento institucional em tecnologia segura e validada nos padrões de segurança da informação indicados para tal atividade”.

Oliveira acrescenta que as desvantagens da telemedicina decorrem principalmente da falta de estrutura para a implantação adequada, da dificuldade e escassez de oportunidades para treinamento de profissionais para seu exercício, do desconhecimento da população quanto aos seus benefícios e com desconfiança sobre sua efetividade, dos investimentos necessários com equipamentos e condições de trabalho adequadas, entre outros fatores.

“Há dois elementos fundamentais para superar essas dificuldades e impedimentos”, diz. “São a educação da força de trabalho (inclusive do seu componente clínico – os profissionais de saúde) e planejamento para correta implantação, atendendo a todos os requisitos necessários (de segurança, de conectividade e adequação tecnológica, entre outros)”. 

Fonte: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/questao-de-fato/2020/07/17/pandemia-aumenta-alcance-da-telemedicina-no-brasil

TEXTO 3

Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-018s3jLykuQ/T4iCWOKNBSI/AAAAAAAAAQg/Cq2PvJ5eoq8/s1600/CHARGE+13-04-2012.jpg

TEXTO 4

Alô Saúde Floripa ultrapassa 140 mil atendimentos durante a pandemia

Serviço foi o primeiro no país a oferecer teleconsultas e atendimentos pré-clínicos remotos pelo SUS

Em menos de duas semanas após ser confirmado o primeiro caso de infecção por coronavírus no Brasil, a população de Florianópolis passou a contar com os atendimentos remotos do Alô Saúde Floripa. O serviço vinha sendo desenvolvido há quatro anos e ganhou força durante a pandemia, realizando mais de 140 mil atendimentos em pouco mais de um ano.

O teleatendimento, disponível 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana, tem sido fundamental no combate à pandemia, desde a prevenção ao pré-clínico. Nos últimos meses, as equipes do Alô Saúde vêm ajudando, também, na vacinação contra a Covid-19, conferindo e atualizando cadastros no Sistema Único de Saúde. Somente em março deste ano, foram realizadas em torno de sete mil atualizações de cadastros de pessoas dos primeiros grupos de vacinação.

Além do coronavírus

Embora os casos suspeitos (e confirmados) de Covid-19 sejam a maioria – foram cinco mil, no último mês –, as equipes do Alô Saúde são treinadas para orientar a população a respeito do uso de medicamentos (e dos perigos de se automedicar); sobre surtos de outras doenças, como sarampo; calendário de vacinação de diversas doenças, tirando possíveis dúvidas como quem pode ou não tomar determinado imunizante; dúvidas sobre gravidez e amamentação; além de investigar previamente diferentes sintomas.

Esse pré-atendimento permite um encaminhamento mais assertivo a consultas com especialistas e, em muitos casos, é suficiente para que o paciente tire suas dúvidas, evitando idas desnecessárias a postos de saúde ou hospitais e reduzindo, assim, a sobrecarga no sistema de saúde.

Serviço é referência nacional

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a agilidade na implantação do Alô Saúde Floripa se deve ao fato de o município já vinha investindo há quatro anos na modernização e ampliação do atendimento remoto aos cidadãos, com a aquisição de linhas telefônicas, computadores e o treinamento de médicos, enfermeiros e outros profissionais que compõem as equipes de atendimento. A pandemia acelerou esse processo e, assim, Florianópolis foi a pioneira nesse tipo de atendimento, servindo de referência para cidades de todas as regiões do país e para o governo federal.

O Alô Saúde Floripa foi estruturado após análises científicas, estudos de validação dos protocolos e de impactos na economia, tendo como base modelos já utilizados em sistemas públicos ou privados em outros países.

Fonte: https://www.nsctotal.com.br/noticias/alo-saude-floripa-ultrapassa-140-mil-atendimentos-durante-a-pandemia

Confira agora uma lista de repertórios para o tema “Telemedicina no Brasil. Após escrever a sua redação, envie em nossa plataforma e receba a correção em até 3 dias úteis!

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<a href="https://redacaonline.com.br/blog/author/misraely/" target="_self">Misraely Wolfart</a>

Misraely Wolfart

Licenciada em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas pela UFSC. Especialista em Educação de Jovens e Adultos. Cursando MBA em Gestão Educacional.
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