Sim, sim, os mapas mentais estão por todos os lados, auxiliando os estudantes a organizarem melhor seus estudos. Nos studygrams então, eles são sucessos absolutos.

Na verdade, o mapa mental nasceu inicialmente como uma ferramenta de organização no ambiente corporativo. Sistematizado pelo psicólogo inglês Tony Buzan, um dos principais focos do mapa mental é a memorização de conteúdos.

As escolas, procurando novas formas de absorção de conteúdo, começaram a ensinar seus alunos a fazerem mapas mentais nas mais diferentes disciplinas. E aí, pronto, a técnica só foi ganhando mais e mais espaço.

O mapa mental também é uma forma de resumo, porém, devido a seu formato, ele é uma técnica que funciona melhor para pessoas que têm boa memória visual. É o seu caso? Então que tal apostar nesta alternativa?

Frequentemente, ouvimos falar sobre o mapa mental e o mapa conceitual. E você sabia que eles não são a mesma coisa? Cada um tem uma finalidade e um formato diferentes. Vamos ver mais de pertinho as diferenças entre eles:

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Mapa mental

Conforme já te contamos, quem sistematizou o que hoje conhecemos enquanto mapa mental foi Tony Buzan. O psicólogo queria encontrar uma forma de organizar um grande apanhado de informações de forma que o conteúdo principal fosse destacado.

Para isso, Buzan desenhou um esquema em que o tema central da pesquisa ou estudo ficou no centro de uma folha. Todos os subtemas relacionados foram desenhados enquanto “ramos” desse tema central.

Imagine da seguinte forma: para o mapa mental, o assunto principal é a raiz e o tronco da árvore e os assuntos secundários, relacionados a esse assunto principal, são os galhos.

Se você já observou bem um mapa mental, deve ter notado que frases longas não são usadas. Isso acontece porque devemos priorizar a inclusão de palavras-chave a respeito do assunto.

O próprio processo de criação de palavras-chave já é uma atividade de resumo. É muito importante que as palavras-chave realmente mantenham relação direta com o assunto central e ajudem a trazer à memória o conteúdo estudado.

Por isso dizemos que a escolha das palavras-chave de um mapa mental é um processo bastante particular, pois uma palavra que pode servir como excelente lembrança para mim talvez não funcione para você.

Você já tentou estudar utilizando um mapa mental sem ter lido o conteúdo que o gerou anteriormente? Funcionou? Pois saiba que, se funcionou, você é uma exceção, uma vez que o mapa mental é o “resumo do resumo” e as conexões entre o tema central e os temas secundários são gerados de forma muito particular na mente de cada estudante.

Sendo assim, tanto para o mapa mental quanto para o mapa conceitual é imprescindível que você tenha estudado o conteúdo anteriormente, pois tudo o que for colocado no mapa precisa fazer o máximo de sentido, senão ele não funcionará enquanto ferramenta de estudos.

Normalmente, os mapas mentais são feitos à mão, já que o próprio processo de escrever é mais uma estratégia de aquisição de memória, mas você também pode usar aplicativos criados justamente para essa finalidade.

Frequentemente também, utilizamos cores variadas nos mapas mentais. As cores variadas facilitam a memorização e, inclusive, a memorização por blocos de subtemas.

Vamos imaginar que você está fazendo um mapa mental cujo tema central é: períodos literários brasileiros. Essa informação central deve vir escrita com a cor mais forte e chamativa que você tiver disponível.

Cada período literário será um ramo do tema central e cada ramo deve ter sua cor, assim, sua mente terá mais facilidade em se lembrar que tudo o que está em verde faz parte do Arcadismo, tudo o que está em lilás faz parte do Romantismo, e assim por diante.

Como usar Mapas Mentais nos seus estudos | Enembulando

Já se você é uma daquelas pessoas que têm uma memória visual astronômica e se lembra até da parte da folha em que algo estava escrito, você pode adicionar desenhos no seu mapa mental para potencializar sua memória.

Vamos imaginar o mesmo exemplo do mapa mental sobre períodos literários brasileiros. Cada período literário pode ser representado por uma cor e por um desenho que lembre a principal característica do período, como uma árvore, para o Arcadismo, ou uma cruz, para o Barroco.

Outro ponto muito importante dos mapas mentais é que eles devem servir também como elemento de revisão, por isso, ele precisa fazer sentido hoje e daqui seis meses, por exemplo.

Escolha sempre o modelo que melhor funciona para você. Pode ser tanto o clássico, com o tema centralizado e os subtemas enquanto ramos, como um esquema de círculos ou até o desenho de uma árvore mesmo.

Mapa conceitual

Apesar de acharmos que ele é apenas um sinônimo do mapa mental, o mapa conceitual tem como principal objetivo relacionar as ideias numa escala do mais importante para o menos importante.

O mapa conceitual foi sistematizado por Joseph Novak também enquanto ferramenta de organização, porém, ele queria organizar os conteúdos numa gradação de relevância.

O próprio nome já te conta bastante sobre a principal característica do mapa conceitual, ele trabalha com conceitos, o que significa que o mapa conceitual geralmente é feito para abordar assuntos mais amplos, que têm muitas relações.

Ao contrário do mapa mental, que tem um formato mais livre, o mapa conceitual frequentemente é representado por caixas e flechas/setas. A caixa maior, centralizada e no topo da folha, contém o conceito que será organizado neste mapa.

As caixas menores trazem os subconceitos e são ligadas à caixa central e às demais caixas por flechas/setas. Em cima das flechas, são adicionados verbos que fazem a conexão entre as caixas.

Diferentemente dos mapas mentais, não há uso de cores variadas nos mapas conceituais e os desenhos também não são comuns, apesar de não serem proibidos.

Costumeiramente, dizemos que os mapas mentais devem ser feitos no início do processo de aprendizado e os mapas conceituais após amplo período de estudos, pois os mapas conceituais exigem informações mais complexas e completas para serem produzidos.

Independentemente do tipo de mapa que você escolher- mental ou conceitual- ambos funcionam para assimilar e resumir um conteúdo e, posteriormente, também para revisá-lo.

Inclusive, um resumo feito em parágrafos ou uma resenha de um livro podem ser transformados num mapa mental ou conceitual, fazendo assim com que você se aprofunde ainda mais nos conteúdos.

História | Pré história resumo, Mapas mentais, Resumos de história

E agora é hora de separar o papel sulfite, as canetas coloridas, lápis de cor, botar a mão na massa para fazer seus mapas e arrasar nas provas que estão por vir.

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