Atualidades: Estado Islâmico, parte 2

por | mar 3, 2016

O terrorismo global é considerado a maior ameaça à segurança mundial, e o avanço do Estado Islâmico (EI) é um tema que mobiliza as discussões entre os principais líderes mundiais. Para entender o que vem acontecendo, recomendamos que leia o texto Atualidade: Estado Islâmico – Parte I.

Terror midiático

O Estado Islâmico mostra seu poder a partir da imposição do medo e pela grande exposição midiáticas de suas ações. Essa tática de conquista pelo terror ajudou a tornar o grupo mais temido e conhecido no mundo, principalmente a partir da divulgação de vídeos mostrando decapitações de reféns ocidentais, causando uma grande repercussão mundial. O grupo ficou conhecido rapidamente pelas táticas bárbaras para dominar os povos conquistados – açoitamentos, amputações e brutais execuções, cujos métodos incluem decapitação, enforcamento e crucificação.

O ataque em Paris foi mais uma forma de exposição de sua força. Esses ataques massivos, causam grande repercussão

Financiamento

Sabemos que para sustentar uma guerra é necessário muito dinheiro. E você deve se perguntar “Como eles conseguem tanto dinheiro para comprar seus armamentos?” é o que vamos explicar agora.

A Al-Qaeda de Osama Bin Laden sobrevivia de doações de simpatizantes, mas atualmente com o Estado Islâmico o financiamento é mais sólido. O Ao instalar seu governo nas áreas conquistadas, o EI consegue recursos a partir de impostos cobrados da população.

Mas a maior base de sustentação econômica deles  é o controle dos campos petrolíferos. A venda ilegal de petróleo garante diariamente uma renda estimada em 3 milhões de dólares. Mas não podemos esquecer que o EI também obtém dinheiro por meio do resgate de sequestros e do contrabando de obras arqueológicas retiradas de patrimônios históricos conquistados

 Impasses entre rivais

O EI está cercado de inimigos. A maior parte dos países do Oriente Médio querem acabar com o grupo. Até mesmo a Al Qaeda e outras organizações extremistas não concordam com eles. Mas então por que ninguém dá um jeito de derrotar o EI? A questão é complexa, mas fundamentalmente diz respeito à falta de coordenação conjunta e ao receio de enviar tropas para combater em terra firme.

Atualmente, a coalizão ocidental contra o EI se limita ao treinamento de forças locais e a bombardeios aéreos, que não tem sido suficientes para conter o avanço dos terroristas. Os EUA querem evitar a repetição das intervenções militares realizadas no Afeganistão (2001), no Iraque (2003) e na Líbia (2011), que conseguiram derrubar governos hostis, mas instalaram o caos ao acirrar as divergências entre os grupos internos que disputam o poder. Diante deste impasse, o EI aproveita para consolidar seu poder.

Fonte Guia do Estudante

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