Classificação verbal: saiba o que é e suas categorias

por | fev 21, 2022

A classificação verbal é um tema que está muito presente nos vestibulares, incluindo o Enem. Esse assunto é relevante tanto para as questões de língua portuguesa, quanto para a construção de uma redação coerente e coesa. Acima de tudo, o conhecimento das normas sobre esse grupo de palavras permite que estudantes cometam menos erros gramaticais, o que impacta diretamente em sua nota.

Muitos alunos apresentam sérias falhas no aprendizado dos tópicos que abordam o uso dos verbos. Para te ajudar, o Redação Online preparou um super resumo com o que há de mais importante sobre o assunto. Preste atenção em cada ponto para se sair ainda melhor em suas próximas provas!

Confira também o conteúdo sobre como saber quando usar o ponto e vírgula, e tire suas dúvidas sobre esse sinal de pontuação!

Antes de falar sobre classificação verbal, relembre o que são verbos!

Não podemos ir para um assunto tão amplo como esse sem antes reforçar o conceito que lhe serve de base. A grosso modo, costumamos ouvir nas aulas que os verbos são aquele grupo de palavras que representa uma ação. Essa definição não está de todo errada, mas ela também não está completa.

Essa categoria pode indicar:

  • fenômenos naturais;
  • desejo;
  • mudanças ou ocorrências;
  • estado de algo;
  • alguns processos;
  • e, é claro, ações.

A forma mais comum de identificá-los é pelo final de cada palavra: todas acabam com a letra (r), caso estejam em sua forma infinitiva. Podemos citar exemplos como ficar, comer, relembrar, chover, desejar, ocorrer, construir, entre outros. Para serem aplicadas em períodos que passem uma ideia coerente, essas palavras precisam ser conjugadas. Esse é o critério que faz surgir as diferentes classificações verbais.

Não entendeu exatamente como funciona? Fique tranquilo, vamos explicar!

Classificação verbal: conheça cada categoria

Para falar de classificação verbal, precisamos primeiro entender um conceito que ajuda a diferenciar a maioria dessas categorias, os radicais. Descubra o que eles são!

Radical é a parte da palavra que determina seu significado básico, e serve de referência para suas flexões e derivações. Ele se une ao sufixo – partículas que ficam no final de cada termo – para criar a conjugação de cada verbo.

Exemplo de radical e sufixo:

  • Canto: “Cant” é o radical e “o” é sufixo;
  • Vestimos: “Vest” é o radical e “imos” o sufixo;
  • Ouvem: “Ouv” é o radical e “em” o sufixo.

Trabalhamos sobre gramática na redação e o que priorizar na hora dos estudos em outro artigo aqui no nosso blog, e entre os destacados lá está a conjugação que depende do conhecimento sobre os diferentes tipos de verbo. Por isso, vamos falar com mais calma essas classificações!

1. Verbos regulares

Esse grupo de palavras é determinado por aquelas nas quais o radical não se modifica em nenhuma conjugação. Ou seja, independente da flexão, ele se mantém o mesmo. Veja exemplos:

  • amar – o radical “am”: amo, amam, amamos, amaram, amávamos, entre outros;
  • correr – o radical “corr”: corro, correm, corremos, correram, corríamos, entre outros;
  • parar – o radical “par”: paro, param, paramos, pararam, parávamos, entre outros.

2. Verbos irregulares

O caso oposto ao anterior, quando existe conjugação desse tipo de verbo, nem sempre o radical se mantém. É o caso de:

  • medir: o radical desse verbo é “med”, no entanto, existem conjugações dele como “meço”, que não segue a mesma regra;
  • saber: apesar do radical ser “sabe”, existe a flexão “sei” que foge da lógica do radical;
  • haver: “hav” é o radical, mas existem conjugações como “hei”, “houveram”, entre outras que não seguem a regra inicial.

3. Verbos abundantes

São o grupo de verbos com mais de uma forma para a mesma conjugação, sendo elas equivalentes para a mesma frase. Normalmente, ocorrem no particípio. Por exemplo:

  • Foi entregue ou foi entregado: ambas flexões do verbo entregar estão corretas e podem ser usadas como equivalentes;
  • Eu tinha gasto ou eu tinha gastado: novamente, ambas as opções estão corretas.

4. Verbos defectivos

Esses segmentos de verbos diz respeito àqueles que não possuem todas as flexões. Ou seja, não existe uma forma correta de conjugá-lo para cada tipo de pessoa de uma oração. Podemos citar como exemplo:

Pronome pessoal Verbo falir – Presente do indicativo
Eu não existe
Tu não existe
Ele não existe
Nós falimos
Vós falis
Eles não existe

5. Verbos anômalos

Os anômalos são um tipo de verbo irregular que possui uma característica tão única que acabou se tornando outra classificação verbal. Esses casos se tratam de termos que apresentam radicais primários diferentes quando são flexionados. Em muitos exemplos, cada um desses radicais aparecem em um tempo verbal distinto.

Por exemplo, no verbo poder existem flexões com os radicais primários:

  • “pod”: poderia, posso, podemos, podeis, entre outros;
  • “pud”: puder, pudesse, pudermos, entre outros;
  • “poss”: possa, possamos, possais, entre outros.

Ou o verbo ter:

  • “ter”: teria, terão, terei, entre outros;
  • “tenha”: tenhamos, tenhais, tenhas, entre outros;
  • “tiv”: tivéssemos, tivesse, tiver, entre outros.

Essa são as classificações verbais da língua portuguesa que precisa saber para os vestibulares. Todas essas diferenciações não estão ligadas ao significado de cada termo, e sim a flexão que ele possui na linguagem culta. Confira o que elas são e quais os tipos que existem!

Veja também o post sobre os erros gramaticais mais comuns na redação do Enem, e se prepare para não repeti-los!

Flexão verbal: o que é e quais os tipos?

Cada verbo possui diversas formas de aparecer em uma frase, essas variações são chamadas conjugações – ou flexões. Existem paradigmas diferentes que delimitam cada uma das maneiras que essas palavras vão ser modificadas. Ao total, são cinco tipo de flexão possível e elas serão essenciais para a concordância verbal. Conheça cada um deles!

Modo

A língua portuguesa apresenta três diferentes modos: imperativo, indicativo e subjuntivo. Cada um deles possui flexões diferentes em cada tempo verbal. Saiba um pouco mais sobre:

  • imperativo: demonstra uma ordem, pedido ou conselho, e está sempre no presente. Por exemplo: para a praia amanhã;
  • indicativo: um verbo que mostra certeza (ou hábito), tanto no passado, presente ou futuro. Exemplo: Vou para a praia amanhã;
  • subjuntivo: é quando demonstra ação incerta ou condicionada a outra. Pode ser usado em tempo presente, passado ou futuro, normalmente em orações subordinadas. Exemplo: Pode ser que eu vá a praia amanhã.

Tempo

O tempo é uma categoria que o verbo se modifica para explicitar o momento da fala, ou seja, indica se ela foi no passado (pretérito), presente ou futuro. Essas classes ainda podem ser divididas, totalizando 6 tempos verbais. Veja essa tabela que fizemos para resumi-los!

Tempo Verbal Definição Exemplo
Presente Verbo indica que a ação está acontecendo nesse momento. Estou feliz com minha nota da redação.
Pretérito Imperfeito Situação que aconteceu no passado, mas não foi finalizada naquele momento. Eu tomava mais cuidado até isso acontecer.
Pretérito Perfeito Algo que ocorreu e foi concluído no passado. Fiquei lá só por um dia.
Pretérito Mais-que-perfeito Indica algo que ocorreu antes de outro acontecimento que também está no passado. Também pode expressar incerteza sobre qual o momento do passado em que essa ação aconteceu. Eu voltara lá ainda mais duas vezes.
Futuro do Presente Usando o momento atual como referência, demonstra algo acontece em um momento futuro. Farei o meu melhor no vestibular.
Futuro do Pretérito Usa um momento no passado como referência e indica algo que aconteceria após esse instante, uma possibilidade. Eu estudaria mais se tivesse dado tempo.

Cada verbo tem sua flexão própria nos diferentes tempos de fala, é preciso conhecer a fundo cada um deles para aprender cada conjugação. Vale lembrar que no caso do modo indicativo, os tempos verbais podem se tornar compostos.

Por mais que algumas dessas formas não sejam usuais na oralidade, é preciso dominar essas diferenças para conseguir construir uma redação nota mil! Quer saber mais sobre escrita? Confira 10 dicas para fazer uma redação nota máximo no Enem!

Número

É a conjugação que indica singular ou plural. Ou seja, o verbo ficará no singular caso exista apenas um sujeito. Em orações com dois ou mais, esse termo será modificado para sua forma plural. Por exemplo:

  • Eu tenho dificuldade em física – verbo no singular;
  • Nós temos dificuldade em física – verbo no plural.

Pessoa

Existem três diferentes pessoas verbais, elas determinam qual a relação de quem fala com o que é falado. Entenda mais:

  • 1ª pessoa verbal: representa quem fala (eu ou nós);
  • 2ª pessoa verbal: representa com quem se fala (tu ou vós);
  • 3ª pessoa verbal: representa de que se fala (ele ou eles);

Esse tipo de conjugação verbal deve sempre ser considerada com a flexão de número, entre plural e singular.

Voz

Assim como as pessoas verbais, existem três tipos de voz que condicionam a forma final de um verbo. Elas também ajudam a apresentar qual a relação do sujeito com a ação demonstrada, ou seja, se ele a recebe ou a pratica. Entenda cada uma delas:

  • voz ativa: o sujeito da oração pratica a ação. Exemplo: Cortei os ingredientes para a janta;
  • voz passiva: nesse caso, o sujeito sofre ou recebe a ação. Exemplo: Meu pai se cortou enquanto fazia a janta;
  • voz reflexiva: o sujeito da oração tanto sofre quanto pratica a ação. Exemplo: Me cortei enquanto fazia a janta.

Com todas essas informações sobre classificação verbal e conjugação, será mais fácil garantir uma nota alta. Use esse resumo para estudar e aprimorar seus conhecimentos gramaticais. O blog da Redação Online oferece as melhores dicas e conhecimentos para ajudar vestibulando a conseguirem sua tão sonhada vaga na universidade, não perca nenhum conteúdo! Até o próximo post!

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