Diferença entre tipos textuais e gêneros textuais e os mais comuns

por | abr 15, 2022

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Quando o assunto são tipos e gêneros textuais, é normal se confundir um pouco e até achar complicado demais. Porém, com as informações corretas fica muito mais fácil entender esse elemento tão importante durante toda a nossa formação educacional. Uma das razões que gera desentendimento entre os estudantes é a falta de clareza sobre a diferença entre gênero e tipo textual e quais são os seus detalhes e características.

Podemos passar por anos na escola, e até mesmo na universidade, sem saber fazer a distinção correta entre as duas modalidades que se permeiam. Pois, por serem partes integrantes entre si, são comumente, e erroneamente, tratadas como a mesma coisa.

E pensando nisso, nossa equipe do Redação Online preparou um pequeno guia que irá ajudar na compreensão desse tópico tão temido entre a maioria dos alunos, principalmente os que estão estudando para o ENEM e vestibulares. Continue lendo para se preparar para qualquer prova e ainda dominar o assunto de uma vez por todas.

Tipos de redação e suas principais características

Entender bem sobre redação primeiro é necessário que se compreenda o que são tipos e gêneros textuais. Isso acontece, porque a tipologia textual trata especificamente sobre os constructos teóricos definidos por atributos linguísticos específicos, como os aspectos lexicais, o tempo verbal, a sintaxe e mais. Esses agentes constituintes da produção possuem e são formados, então, por características e sequências linguísticas presentes na grande maioria dos textos produzidos na sociedade.

Portanto, para nos aprofundarmos nas exigências das provas de concursos públicos, vestibulares e ENEM, é necessário entender um pouco sobre o funcionamento de cada parte do desenvolvimento da sua escrita. Conheça, de forma resumida, cada tipo e sua função.

  • descritivo: um processo estático, que dá detalhes, caracteriza e faz uma descrição sobre quaisquer situações e cenários, imaginárias ou não. A caracterização de algo ou alguém;
  • narrativo: uma sequência temporal, um recorte geralmente fictício, que envolve acontecimentos de um personagem, narrados por uma figura de narrador. Que pode ser parte da história, ou não;
  • expositivo: quando se fala sobre determinado assunto, explicando como esse fenômeno acontece ou “funciona”;
  • argumentativo ou dissertativo-argumentativo: recurso que é utilizado quando queremos defender e fundamentar nossa ideia ou ponto de vista, com a intenção de persuadir o outro a concordar com um posicionamento específico;
  • injuntivo: os textos dessa categoria, também conhecidos como instrucionais, são feitos com a intenção de instruir alguém a praticar uma ação.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre as tipologias apresentadas pelos estudiosos da língua e do discurso, fica mais perceptível e fácil de reconhecer e seguir os comandos presentes nas questões e temas de redação.

Tipos e gêneros de redação mais comuns em provas e vestibulares

Agora que estabelecemos a diferença entre os conceitos e como tratá-los da maneira correta, vamos conhecer um pouco mais sobre os gêneros textuais mais comuns quando o assunto é produção textual. Eles são simples de entender e possuem estruturas fáceis de aplicar, basta saber identificá-los com base nos seus elementos.

Uma informação de enorme importância é que um gênero pode conter mais de um tipo textual. Por exemplo, manuais de montagem de móveis possuem uma lista contendo as peças (texto do tipo descritivo) e as instruções de como fazer a montagem (texto do tipo injuntivo). Por isso, sempre preste atenção nos elementos necessários na hora de produzir um texto específico. Veja quais são as produções mais requisitadas pelas bancas em ordem de prevalência.

1. Tipo Narrativo

Dentro dessa categoria estão todas as produções que seguem o padrão: personagem – ação – tempo – espaço. A ação é performada pelos personagens que, por sua vez, estão inseridos em um tempo e espaço específicos.

A narrativa conta uma história, geralmente fictícia,através do seu elemento principal, o narrador, que pode fazer parte dos acontecimentos ou não. Essa construção é a mais comum e recorrente entre as estruturas textuais, tanto na forma oral, quanto na forma. Por conta disso, muitos gêneros textuais possuem os elementos da tipologia narrativa, como: a crônica, contos, fábulas, romances, lendas.

Em vestibulares, concursos e provas como o ENEM, o mais esperado é que a crônica seja abordada como proposta de produção. Portanto, lembre-se de que a estrutura básica é marcada por: introdução, desenvolvimento, clímax e conclusão ou desfecho. Seus narradores podem em primeira pessoa (o narrador vive a história) ou em terceira pessoa (quando o narrador é apenas um espectador).

2. Texto dissertativo ou dissertativo-argumentativo

Os textos dissertativos são caracterizados pela apresentação de temas ou assuntos, com o posicionamento e estruturação de argumentação, exemplos e dados consistentes. É muito importante ressaltar que toda argumentação, para que seja válida, deve conter dados, pesquisas e informações devidamente confirmadas. Nada de achismos e ideias sem comprovação.

Sua estrutura deve se organizar em torno de uma estratégia de persuasão sobre o posicionamento proposto no texto. Portanto, os elementos presentes, devem ser:

  • exposição inicial do tema;
  • posicionamento da ideia que criará a base da argumentação;
  • problematização e exposição dos argumentos relacionados ao tema;
  • resolução da discussão;
  • conclusão e pontuações finais.

Os gêneros textuais dissertativos mais comuns são os artigos de opinião, teses e dissertações acadêmicas, editoriais jornalísticos, etc.

3. Texto injuntivo

Com foco em fornecer instruções, o tipo injuntivo procura instruir e guiar o leitor na realização de determinadas ações. A linguagem, por conta disso, é mais voltada ao modo imperativo, indicando a pedido ou ordem de forma clara e objetiva, sem marcas de pessoalidade e com frases e tópicos menores, facilitando a compreensão.

Em razão disso, é comum encontrar gêneros que mesclam o tipo expositivo ou dissertativo para apresentar ou defender um posicionamento para, depois, realizar uma solicitação ou instrução. Seus exemplos mais comuns são: instruções em geral, receitas médicas ou de cozinha, manuais, textos de orientação, etc.

4. Texto Expositivo

Assim como o próprio nome sugere, a exposição de informações e saberes é o foco da exposição. Contudo, diferentemente da dissertação e argumentação, seu único objetivo é apresentar ideias, conceitos e conhecimentos sobre tópicos e temas, de forma organizada e que faça sentido.

Para que a fruição e a compreensão seja alcançada, existem métodos empregados que levam ao entendimento de forma simples e imparcial. Seus exemplos mais facilmente encontrados, são: folhetos turísticos, verbetes de dicionário, seminários, e mais.

5. Texto Descritivo

Diferente da exposição, a descrição busca introduzir um tema, conceito ou instância física com definições, conceitos para facilitar a visualização mental pelo leitor sem a intenção de convencer ou persuadir. Essa apresentação deve ser consistente e detalhada para que os resultados obtidos sejam mais alinhados à proposta inicial.

A estrutura tem elementos muito marcantes de verbos de ligação, adjetivos e qualificadores que ajudam na construção da imagem do que está sendo apresentado. Exemplos clássicos desse gênero podem ser vistos em: relatórios, listras de compras, currículos, anúncios, etc.

Agora que você já está por dentro dos detalhes dos tipos de redação, divididos em tipologia e gênero textual, ficou muito mais fácil se organizar, não é mesmo? Que tal aprender algumas dicas que irão te ajudar a organizar o seu processo de escrita? Confira o nosso manual de boas práticas de redação e produza textos coesos, com os elementos corretos e caminhe rumo à sua redação nota 1000!

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