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Visibilidade indígena em questão no Brasil
Funcionando como a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em eu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando seu percurso, a visibilidade indígena é um problema que persiste na sociedade brasileira há séculos. Com isso, ao invés de funcionar como a força descrita pelo físico, a combinação de fatores políticos e socioculturais corroboram com a situação atual.
A princípio, a ineficiência governamental em agilizar as demarcações de territórios indígenas contribuí para a marginalização social desses e, por conseguinte, sua invisibilidade. De acordo com pesquisas realizada pelo IBGE, 43% dos índios vivem fora de terras reconhecidas constitucionalmente. Deve-se a isso, a presença de uma bancada ruralista que é contrária à esta demarcação, uma vez que, ela prejudicaria os interesses do agronegócio. A partir disso, fica claro, que, infelizmente, o país torna-se um ambiente inóspito e exclusivo a essa parcela social, uma vez que, interesses particulares sobrepõem-se ao direito à terra, legalmente garantido.
Ademais, o histórico processo de colonização deixou suas raízes até hoje, fomentado pela visão etnocêntrica no que tange a cultura e costumes dos nativos. Prova disso, é o esteriótipo que, grande parte da população, criou da figura indígena, evidenciado claramente na obra " Iracema", de José de Alencar, que retrata a personagem principal como " a virgem dos lábios de mel". De maneira análoga à prosa romântica, observa-se hoje um intenso desconhecimento populacional da cultura desse povo, o que dificulta a consolidação dessa comunidade na sociedade. Diante desse quadro, torna-se realmente inviável uma mudança de percurso da invisibilidade indígena, da permanência à extinção.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança deste trajeto. Assim, a FUNAI, em parceria com o Ministério Público, deve instaurar a demarcação territorial das terras dos nativos, com pesquisas realizadas antecipadamente com os chefes de cada comunidade, a fim de atender as demandas daquela população. Outrossim, o MEC pode realizar nas escolas, a semana do índio, com a participação dos professores de história, para que, dessa forma, o conhecimento da cultura e dos costumes desse povo, seja de fato leal à realidade vivenciada por eles. Só assim, a política e as questões socioculturais funcionarão como a força descrita por Newton e mudarão este percurso, da permanência à extinção.
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