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Tecnologia une ou separa as diferentes classes sociais

                     A afirmação do escritor austríaco Stefan Zweig acerca do Brasil ser o país do futuro é contradita ao se observar dados acerca do acesso a internet no país: apenas 4,2% dos indivíduos de classe baixa possuem acesso à internet, de acordo com o IBGE. Nesse cenário, embora as novas tecnologias possuam o potencial de melhorar a mobilidade social e propiciar oportunidades, no Brasil isso não se realiza devido ao precário acesso. Assim, vale se discutir acerca das vantagens propiciadas pelo ambiente virtual, restritas a quem possui acesso, e como a pequena disponibilidade para as classes D e E perpetua na segregação grupos sociais menos favorecidos.


                     De acordo com o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade líquida se configura por uma menor preocupação em se difundir o conhecimento em relação ao se comparar com a Idade Moderna. Nesse sentido, percebe-se uma contradição, visto que hodiernamente há um meio extremamente eficaz para se divulgar conhecimento: a internet. Nela, torna-se possível aprender sobre diversos assuntos, além de possuir diversas plataformas de emprego e de ensino.


                     Ademais, conforme o Comitê Gestor da Internet Brasileiro, 20% dos jovens entre 9 e 17 anos nunca puderam acessar internet em suas vidas. Em decorrência disso, grande parcela da população que virá a se tornar adulta nunca haverá tido oportunidade de desenvolver habilidades ligadas às novas tecnologias, além de crescerem com mercado e conhecimento limitados. Nesse cenário, as classes mais pobres não se comunicam virtualmente com outras classes e sofre uma perpetuação da sua condição de pobreza. Assim, urge uma mudança em vista de se abalar essa imobilidade social.


                     Portanto, dado o exposto, torna-se premente que medidas enérgicas sejam tomadas. Assim, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio da liberação de recursos pelo Ministério da Economia, a criação de um projeto de construção de “Lan Houses” públicas em regiões carentes, com a contratação de tutores, pois é preciso conhecimento para se utilizar produtivamente a internet, para, assim, se propiciar um melhor acesso às benesses das novas tecnologias da informação. Assim, mais um passo será dado em direção à democratização da rede.

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