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Retorno das doenças erradicadas

                                                   Efeito Bumerangue


 Em 2019, surgiu, na China, a doença conhecida como “Covid-19” – causada pelo vírus “SARS-Cov-2”. Tal vírus, ao contrário do que muitos pensam – que se deu origem agora -, é oriundo de um grupo viral já existente desde de a década de sessenta, – ao qual era comum em morcegos e, com o tempo, sofreu mutações e adquiriu a capacidade de atingir humanos. Sob essa perspectiva, vê-se, no Brasil, a necessidade de solucionar a questão do retorno de doenças erradicadas, seja pela negligência social, seja pela precariedade estrutural na área da saúde.


 Em primeiro plano, vale salientar que, divido a ignorância de parte majoritária da população – por não acreditar nos efeitos que as moléstias desenraizadas podem causar -, ainda há retorno de enfermidades. Nesse sentido, como exemplo, em 1904, a Revolta da Vacina foi marcada pela insurreição popular ocorrida no Rio de Janeiro; a reação à campanha de vacina obrigatória – posta em prática pelo sanitarista Oswald Cruz – se deu ao fato do desconhecimento dos cidadãos em relação ao tema. De maneira análoga, hodiernamente, é evidente que a maioria dos indivíduos desconhecem as medidas preventivas e os sintomas de adoecimento – o que corrobora para a permanência de regressões de algumas doenças.


 Por conseguinte, quando erradicadas, as patologias alcançam muitas vítimas; sobrecarregando o sistema, precário, de saúde – incapaz de atender a superlotação. Sob esse viés, a série televisiva “Sob Pressão” apresenta a realidade dos médicos de um hospital público brasileiro, demonstrando, com ênfase, o sistema de saúde sobrecarregado e desestruturado para atender as demandas locais. Logo, fora da ficção, observa-se que falta leitos de atendimento médico com os materiais necessários para suprir as conjunturas enfrentadas pela população brasileira – pois, é dever do Estado garantir ao cidadão o direito à saúde, presente no artigo 6º da Constituição Federal de 1988.


   Diante do exposto, faz-se mister que medidas sejam tomadas para evitar a propagação de doenças já enraizadas. Urge, portanto, que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação organizem campanhas publicitárias que, liberadas em TV aberta, deverão conscientizar a população sobre os sintomas, formas de contágios e a importância de se prevenir, com a finalidade de fazer com que mais pessoas tomem ciência das mazelas. Ademais, o Poder Executivo Federal, por meio de verbas direcionadas às Unidades Básicas de Saúde, deve reabastecer os hospitais para que situações, como a da série, não se repitam em território nacional.

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