ENTRAR NA PLATAFORMA
Pichação, grafite e os limites da arte urbana

Desde as sociedades primitivas a arte é um fator essencial para a humanidade ao relatar a expressividade social de determinado grupo, o que era feito pelas pinturas rupestres, por exemplo. Hodiernamente, há um embate acerca das formas de arte, como o grafite e a pichação, visto que alguns artistas não respeitam os limites da arte urbana, o que justifica, nesse caso, a designação de vandalismo. Logo, é fundamental reverter esse quadro, já que a arte urbana pode ser tão importante até mesmo para a amenização do cotidiano conturbado.


Em primeira análise, vale notar que o grafite, quando realizado com objetivo de valorizar o patrimônio e autorizado pelos responsáveis do local, é uma arte fundamental nas cidades brasileiras. Tal relevância é atribuída devido ao poder que as imagens têm de representar o pensamento do povo e ornamentar as ruas das cidades para que as pessoas possam contemplar, afinal, segundo o trecho musical de Marisa Monte: "nós que passamos apressados pelas ruas da cidade merecemos ler letras e palavras de gentileza".


Em contrapartida a isso, há artistas que não respeitam os limites da arte urbana, realizando pichações que ora desrespeitam a população, ora desrespeitam o patrimônio, haja vista que podem apresentar sentido depreciativo ou serem realizadas sem a permissão do proprietário ou setor público. Sendo assim, o que poderia ser uma arte sensata e bela, torna-se vandalismo e crime ao prejudicar o conceito de representatividade da expressão social e a infraestrutura das cidades.


Dessarte, é crucial que medidas sejam efetivadas para garantir que a arte cumpra sua função social sem injuriar a prática. Inicialmente, é importante que o governo municipal realize concursos para vagas de fiscais, de modo que, com uma maior fiscalização seguida de pena aplicada, os casos de vandalismo sejam reduzidos. Além disso, é necessário, também, que as prefeituras realizem mutirões de limpeza, contratando funcionários, inclusive os responsáveis por pichações, para que as imagens e frases depreciativas já existentes sejam retiradas e persistam apenas as respeitosas. Ademais, a esfera legislativa pode aprovar medidas que visem a destinação de partes de cada cidade à prática do grafite, como já é feito em São Paulo, no "Beco do Batman", que contempla várias artes de rua a céu aberto, atraindo inúmeros turistas. Dessa forma, valorizando a prática do grafite e reduzindo as pichações, os limites serão respeitados e a arte será, efetivamente, um bem aprovado por toda sociedade.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde