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O streaming e a revolução no consumo de mídias

 Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à cultura e ao bem-estar social. Atualmente, com a chegada do streaming no Brasil houve uma expansão do acesso às artes do mundo, como musical e cinematográfica; e uma facilitação de seu consumo, tornando-se mais fácil sustentar as seguridades da sociedade. Nesse sentido, há fatores positivos que incentivam sua adesão, como a atratividade, mas também existem os negativos, a internet brasileira.


 Primeiramente, o streaming se tornou muito popular na última década, com um crescimento gradativo no número de usuários e na quantidade de serviços oferecidos. Como resultado, tem-se percebido uma redução na quantidade de assinantes das TVs pagas, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), houve uma diminuição de quase 10% entre os anos de 2018 e 2019. Compreende-se, então, que diversos fatores tornam isso possível, como o preço. Por exemplo, a Amazon oferece diversos recursos via streaming, como música, filmes, e-books e frete grátis em sua loja, por apenas dez reais. Consequentemente, torna-se mais difícil as operadoras de TV por assinatura competir com o que é oferecido na internet, tanto pela acessibilidade quanto pelo acervo de conteúdo. Por fim, a competição é sempre bem vinda no contexto capitalista, pois ela tende a “forçar” as empresas a buscarem sempre o melhor para seus clientes.


 Por outro lado, apesar de ser um recurso muito atrativo, o streaming no Brasil ainda sofre limitações para o seu uso, principalmente, devido à internet precária e cara existente em várias regiões do país, como Norte e Nordeste. Por consequência, a experiência da pessoa se torna prejudicada e, muitas vezes, inexistente, pois, apesar de ser um país rico, parte da população brasileira não possui condições para usufruir totalmente da revolução criada pelo streaming. Enfim, é necessário mudar essa situação e oferecer condições melhores para todos terem acesso às artes do mundo, conforme dito pelo filósofo chinês Confúcio, "A cultura está acima da diferença da condição social."


 Fica evidente, portanto, que é necessário oferecer condições para as pessoas necessitadas. Em virtude disso, urge que o Governo Federal, em parceria com a ANATEL, desenvolva um programa “internet para todos”, por meio de incentivos fiscais aos provedores locais, com o objetivo de levar internet gratuita para as populações sem acesso e em condições de vulnerabilidade econômica. Ademais, deve-se focar nas principais regiões com dificuldade, como Norte e Nordeste, a fim de assegurar um serviço governamental justo. Dessa forma, será possível facilitar o acesso ao streaming no Brasil e assegurar os direitos previstos na DUDH.

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