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O mercado de cosméticos falsificados

       É indubitável que os cosméticos são, hodiernamente, um importante fator para os cuidados e o realce da beleza. No entanto, com a expansão desse mercado ao longo da história, versões falsificadas de marcas consagradas aparecem com a promessa de resultados iguais aos originais, porém com preços inferiores. Isso acontece, principalmente, pelo exponencial crescimento do mercado de cosméticos e, como consequência, pode apresentar riscos à saúde.
       A princípio, é imperioso salientar que o crescimento do mercado de cosméticos faz expandir-se as falsificações de diversos produtos desse ramo. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), as vinte e cinco maiores varejistas do mercado de cosméticos movimentaram 4,7 bilhões de reais entre janeiro e março de 2019, o que representa um aumento de 10,64% em relação ao mesmo período de 2018. Nessa perspectiva, quanto maior o lucro obtido por determinado produto ou marca, maior será o número de versões falsificadas existentes. Dessa forma, as pessoas estão cada vez mais expostas ao ''mercado negro dos cosméticos''.
    Ademais, salienta-se que o uso de laboratórios clandestinos e de substâncias que são desconhecidas pelo consumidor durante a fabricação das réplicas, representam um riso à saúde. Segundo a farmacêutica Mika Yamaguchi, produtos falsos podem conter matérias-primas contaminantes, alergênicos, além da presença de chumbo e metais pesados que podem intoxicar o organismo. Nesse sentido, a falta de condições sanitárias necessárias para a produção desse tipo de produto e a introdução de algumas substâncias na composição dele, podem gerar efeitos colaterais em seus usuários e, assim, pôr em risco a sua saúde.
      Portanto, tornam-se necessárias medidas que solucionem as problemáticas apresentadas. Primeiramente, cabe à prefeitura, em parceria com a Receita Federal, diminuir a distribuição de cosméticos falsificados, por meio do aumento da fiscalização de áreas que costumam vender muitas réplicas de produtos de beleza, com o fito de diminuir a venda desse tipo de mercadoria. Em segundo lugar, o Ministério da Saúde, juntamente com empresas consagradas no mercado de cosméticos, deve alertar a população sobre os riscos que o uso de produtos falsificados podem trazer, mediante propagandas nos diversos meios de comunicação, tendo como objetivo a diminuição do número de pessoas que utilizam réplicas que possam colocar a saúde em perigo. Quiçá, dessa forma, o mercado de cosméticos falsificados diminua.

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