ENTRAR NA PLATAFORMA
Formas para alcançar o equilíbrio entre saúde e beleza

Na versão brasileira da novela mexicana "Rebelde", Carla é uma garota que, apesar do corpo escultural, persiste em achar que está sempre gorda, o que faz com que a garota deixe de se alimentar e adquira algumas doença físicas e psicológicas. Fora da ficção, a busca pelo corpo perfeito e a falta de equilíbrio entre saúde e beleza configuram-se como um problema, uma vez que colaboram para que as vítimas possuam insuficiências físicas, além de doenças como a bulimia e a anorexia. Entretanto, padrões de beleza socialmente estabelecidos, somados à inação governamental relacionada à problemática, corroboram na persistência da mesma.
Primeiramente, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é um conjunto de ações e pensamentos que, com o passar do tempo, se tornaram comuns a determinado grupo social. Analogamente, a sociedade, hoje, tomou como referência padrões de beleza que acabam se aproximando da raridade, o que faz com que as pessoas abdiquem da própria saúde para que possam atingi-los. Dessa maneira, medidas são necessárias para moldar tal convicção, para que assim, a saúde seja colocada em primeiro plano.
Além disso, de acordo com a constituição de 1988, principal documento legislativo do país, o Estado deve assegurar aos cidadãos o direito à vida, à saúde e à alimentação. No entanto, tal prerrogativa não tem sido aplicada com ênfase para reverter a situação, já que, por mais antigo que seja o problema, continua inserido na sociedade. Logo, providências devem ser tomadas pelo governo para garantir tal direito, e, dessa forma, atenuar a situação.
Portanto, para que a visão alienada da estética inalcançável seja modificada, urge que o Ministério da Comunicação, por meio de campanhás publicitárias, informe a população sobre a importância da diversidade física e, especificamente, sugira tais diferenças por meio da representação de figuras pouco valorizadas pelos padrões. Ademais, visando a prevenção de tais mazelas, é essencial que o Ministério da Educação, por meio de psicológos, insira nas escolas projetos que fomentem o auto-cuidado e a assistência psicológica a vítimas das doenças supracitadas. Somente assim, será possível ir contra o fato social estabelecido, garantir o cumprimento efetivo da legislação e, finalmente, barrar comportamentos que, assim como os de Carla, estão sendo reproduzidos na vida real.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde