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Escola sem partido e suas consequências na educação brasileira

Quadro negro. Uniformes. Caderno e lápis sobre a carteira. Carteiras enfileradas. Professor em pé. Padronização. A visão de uma sala de aula tradicional e a transmissão de conhecimento formal entre aluno e professor levanta o questionamento da soberaniedade da escola na ética da educação. Dessa forma, é válido analisar como o projeto Escola Sem Partido tem suas consequências na neutralização do ensino e na formação comportamental daqueles que frequentam o espaço escolar.
Primeiramente, o projeto Escola sem Partido tem em pauta diretrizes sobre o caráter formacional dentro da sala de aula. O sociólogo Weber diz que a escola é um espaço de formação social e, de fato, o auxílio docente favorece no desenvolvimento do indivíduo. No entanto, alguns docentes utilizam a liberdade de cátedra - que os asseguram de expressar suas ideias e pontos de vista sem censura - para a infusão de ideais parciais que prejudicam na neutralização do ensino na esfera moral, religiosa, sexual e política.
Em segundo plano, a audiência cativa do professor tem influência no caráter comportamental do estudante. Como figura de autoridade na sala de aula, o docente pode usar de seu status para impor o ensino da maneira que o convêm. Por conta disso, os alunos sentem-se constrangidos de expor sua visão de mundo quando questionados e criam bloqueio na formação social que afetam sua racionalidade e concepção empírica na formação de diferentes pontos de vista.
Portanto, é necessária uma mudança que possa favorecer a construção de uma simbiose escolar. Para isso, é fundamental que o docente em formação seja ensinado por seus mestres a estimular a imparcialidade nas opiniões com aulas que ensinem sociologia, ética e filosofia da educação como grades obrigatórias ao longo de sua licenciatura. Também, a escola como ambiente democrático deve favorecer rodas de conversa e oficinas que permitam a expressão livre e sem censura para estimular novas construções sociais e ideológicas. Espera-se com isso, que a escola deixe de ser um objeto rígido e soberano e torne-se algo capacitativo, estimulante e construtor de pluralidade educacional e social.

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