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Desafios do empreendedorismo feminino

Desde o início da colonização do Brasil, em 1915, a figura feminina é vista como um objeto pertencente ao homem que só serve para ficar em casa, cozinhando e limpando, enquanto ele sai para trabalhar e sustentar a casa. No século XXI, esse pensamento ultrapassado ainda está presente na sociedade brasileira, na qual todo dia milhares de mulheres enfrentam inúmeros desafios para se inserir sozinha no mercado de trabalho, tais como a permanência do patriarcalismo nos dias atuais e o descumprimento de leis.

Em primeiro lugar, na série “Coisa Linda”, que se passa no Rio de Janeiro em 1950, Malu, uma das quatro protagonistas, busca apoio de várias pessoas para abrir um negócio, porém não consegue nem o apoio de seu pai. Isso ocorre porque a sociedade daquela época era marcada pelo patriarcalismo, sistema social no qual os homens exercem o controle sobre tudo. Dessa forma, Malu teve que enfrentar muitos obstáculos para abrir seu bar, pois nenhum homem quis deixar de lado sua superioridade para investir em um negócio feminino. Fora da ficção, essa corrente de pensamento ainda impede muitas mulheres de sair de casa e empreender o seu próprio negócio. Atualmente, milhares mulheres encontram-se trancadas em casa se sentindo incapaz  e alimentando, de forma involuntária, o sentimento de que o homem é superior na sociedade brasileira.

Além disso, a Constituição de 1988 garante que todos os cidadãos sejam tratados de forma igualitária. Entretanto, todos os dias mulheres sofrem assédio, recebem menos que os homens, perdem oportunidades no mercado de trabalho e são tratadas como o sexo frágil. Consequentemente, esse conjunto de leis são desobedecidos, porque o patriarcalismo está enraizado na sociedade e os homens acabam considerando tais situações normais o que as tornam um desafio para o empreendedorismo feminino. Ademais, segundo Hegel, o Estado é o pai da população e tem a obrigação de cuidar dos seus filhos. Assim, ele tem a obrigação de promover mudanças sobre esse triste cenário vivido pela mulher brasileira.

Portanto, é mister que o Governo tome providências para melhorar o quadro atual. Para que a mulher consiga abrir facilmente um negócio, urge que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos crie, por meio de verbas governamentais, campanhas ensinando sobre a igualdade de gênero e a importância de igualar a mulher ao homem dentro do mundo dos negócios. Por outro lado, o Ministério da Educação também pode criar uma matéria sobre igualdade e inseri-lá na grade escolar, para que desde a infância os brasileiros aprendam sobre como tratar as mulheres quando adultos. Espera-se que  com essas medidas que todas as marcas deixadas na sociedade brasileira durante o período colonial desapareçam.

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