ENTRAR NA PLATAFORMA
Como o Brasil pode acabar com o Aedes Aegypti
A presença do mosquito Aedes aegypti, oriundo do continente Africano, em terras tupiniquins está atrelado ao processo colonizador, visto que esse invertebrado atravessou o atlântico em navios negreiros e se adaptou ao clima tropical brasileiro. A etimologia Aedes é proveniente do grego e significa "odioso", análogo a isso, é certo que esse sentimento para com o vetor de doenças, como dengue e zika, se intensificaram na sociedade. Todavia, é preciso considerar que as epidemias vivenciadas pela população são decorrentes da ineficácia das ações adotadas pelo Estado na atualidade.
Nesse tocante, o clima quente e úmido e a desarticulação governamental propiciaram a estadia perfeita a esse inseto e, por conseguinte, expôs os cidadãos a doenças sérias. Nessa conjuntura, é perceptível o equívoco em concentrar as ações de mobilização e combate apenas no verão, tendo em vista que o depósito de ovos desse mosquito ocorrem, até mesmo, no período mais seco, e tão logo eclodirão com o aumento da temperatura e pluviosidade. Nesse sentido, o ciclo de combate tardio e a declaração de calamidade, provocada pela dengue, desencadeou na banalização da doença e do vetor.
Em verdade, o cenário atual, de proliferação do Aedes aegypti e uma geração de microcéfalos, é reflexo da omissão do Estado perante ao seu papel. A realização de grandes eventos, como a copa do mundo, em 2014, possibilitou o ingresso do vírus da zika em território nacional, agente causador da microcefalia, diminuição do perímetro crânio e danos neurológicos, em crianças que tiveram as mães contaminadas por esse vírus durante a gestação, provocando pânico na população e comprometendo a vida de muitos brasileirinhos. Ademais, de acordo com a Carta Magna, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e serviços para sua promoção, entretanto, é notório que teoria e pártica não estão alinhadas, uma vez que parte da população não tem água encanada, a coleta de lixo ou o saneamento básico.
Desse modo, medidas devem ser tomadas, pressupondo o controle desse problema. O Ministério da Educação, a fim de construir uma geração mais consciente, deve orientar equipes pedagógicas a desenvolverem nas escolas, por meio de ações lúdicas, atividades de combate e prevenção ao mosquito. Além disso, o governo deve efetivar o Plano Nacional de Saneamento Básico, em áreas urbanas e rurais, assim como implementar que todo brasileiro tenha água encanada em suas residência.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde