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Camarotização da sociedade brasileira e a desigualdade de classes sociais

Karl Marx, grande filósofo contemporâneo, defendia que a história de toda sociedade existente até hoje tem sido a história das lutas de classes. Para o pensador, a Revolução Industrial enraizou na sociedade um modo de produção desigual e explorador, propiciando uma divergência nas camadas operantes. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só à desigualdade social-que é enorme no Brasil-mas também à elitização de posições, respaldada na ineficácia do Estado na solução desse infortúnio.


Em primeiro plano, é incontrovertível o modo de produção desenvolvido pelo capitalismo. No início do seu funcionamento, buscava-se, além dos lucros, a mais-valia, onde os trabalhadores exerciam suas funções normais, mas apenas recebiam metade do período trabalhado. Nesse contexto, Marx dizia que a produção de um número excessivo de coisas úteis resulta em um número excessivo de pessoas inúteis. Diante desse cenário, verifica-se níveis expressivos de indivíduos sem escolaridade e desamparados pelas políticas públicas dessa época. Dessa forma, a adaptação ao capitalismo no Brasil, já carente de alfabetização, aumentou o grau de pobreza, sobretudo, da população negra, distanciando-os da emancipação pessoal e política, aspectos valorizados pela elite que goza do bem-estar, além da camarotização dos seus egos, apoiados na laboriosidade dos trabalhadores.


Segundo Paulo Freire, seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que proporcionasse às classes dominadas perceber as injustiças sociais de maneira crítica. Embora a camarotização não equivale à dominância em si, mas sim na falsa sensação de superioridade, Freire parece refletir a atual situação no Brasil. Esse panorama, refletido desde o Brasil colônia, cria uma hierarquia que se perfaz ao atribuir a alienação aos indivíduos como recurso de se camarotizar  e desfrutar dos valores utópicos apregoados na alta sociedade. A análise dessa conjuntura demonstra a necessidade em debelar a guerra entre as inversões de valores e a omissão governamental ao não valorizar políticas públicas que tornam os cidadãos emancipados ao reafirmar sua identidade social.


Portanto, fica evidente a importância de medidas a fim de mitigar esse cenário. Logo, cabe ao Governo Federal, prosseguir com as políticas educacionais como a Educação de Jovens e Adultos, propiciando a inclusão destes no mercado de trabalho formal e nas universidades. Além disso, é imperioso a veiculação de programas como fito  de consumar o estado de insuficiência intelectual defendida por Marx. Para isto, a mídia consoante o Governo, criaria campanhas socioeducativa de caráter progressista e assertiva visando contrapor Karl no século XX, pois assim se conquistaria a união das classes em prol de uma estrutura democrática e eficiente.

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