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As novas configurações da família contemporânea no Brasil

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão das novas configurações da família contemporânea no Brasil. Nesse contexto, percebe-se o aspecto de graves problemas de contornos específicos, em virtude do preconceito às uniões homoafetivas e a desvalorização das famílias monoparentais.


Em primeiro plano, é preciso atentar para as problemáticas presentes. Nesse viés, a máxima de Martin Luther King de que "a injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar" cabe perfeitamente. Voltaire, no dicionário filosófico, diz: "o preconceito é uma opinião sem julgamento". À vista disso, o preconceito não tem origem na crítica, mas na tradição, no costume ou na autoridade. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange essa questão.


Além disso, observa-se a desvalorização das famílias monoparentais, principalmente as que incluem mãe solteira e filho. Na obra "Modernidade Líquida", Zygmunt Bauman defende que a pós modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar para si. Essa liquidez que influi sobre esse problema funciona como um forte empecilho para sua resolução.


Levando em consideração esses aspectos, faz-se necessário que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Cultura, deve desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser web-conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre as novas configurações da família contemporânea no Brasil e atingir um público maior. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, visto que, como constatou Hannah Arendt: "A Pluralidade é a Lei da Terra".


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