ENTRAR NA PLATAFORMA
As dificuldades de inserção de universitários e recém-formados no mercado de trabalho

 No estudo das populações, um dos ramos da Geografia, o Brasil é considerado um país superpovoado cujo número de habitantes ultrapassa o limite até o qual o Estado é capaz de garantir o bem-estar. Sob tal ótica, percebe-se que a capacidade econômica do país não consegue atender à procura por emprego, fazendo com que muitos universitários tenham dificuldades na inserção ao mercado de trabalho devido, majoritariamente, à concepção social vigente e  às exigências do capitalismo.


 A priori, é válido ressaltar que a mentalidade social que muitos empresários possuem de que o funcionário já deve começar o trabalho possuindo experiências anteriores atrapalha a resolução da problemática. Nessa perspectiva, o filósofo Jean Jacques Rousseau afirma que "o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe". Seguindo essa linha de raciocínio, nota-se que o pensamento hegemônico atual modificou a mentalidade das pessoas a acreditarem que quem não possui experiência, mesmo com ensino superior, não é capaz de assumir um cargo profissional. Desse modo, muitos indivíduos não conseguem emprego e precisam esperar até que outra oportunidade apareça.


 Outrossim, alude-se a obra O Capital,do sociólogo alemão Karl Marx, que relata o caráter explorador do capitalismo. Nesse âmbito, observa-se que muitos aspectos relacionados ao capitalismo colabora com o impasse, como a ação de contratar funcionários que aceitam o menor salário ou a sobrecarga de trabalho na responsabilidade de um só empregado, haja vista que, para custos menores, as empresas contratam poucas pessoas. Assim, as exigências do capitalismo acabam, muitas vezes, desvalorizando cargos e aumentando a dificuldade para a inserção no mercado de trabalho.


 Portanto, diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo Federal busque realizar investimentos nas experiências dos recém-formados, por meio de parcerias com empresas e universidades exteriores que passariam a ofertar estágios e especializações, com o intuito de qualificar os estudantes e dissolver o pensamento hegemônico atual. Ademais, o Estado deve aumentar  a fiscalização presente nas empresas, a fim de identificar algum tipo de exploração, em prol da resolução da problemática.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde