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As altas taxas de feminicídio no Brasil

  A declaração universal dos direitos humanos prevê em seu artigo VII, que todos os indíviduos são iguais perante a lei, garantindo aos cidadãos as mesmas condições de existência. Entretanto, o que se percebe no contexto  atual é uma violação  a esse preceito, haja vista, os números alarmantes de feminicídios no país. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas dessa problemática.

  É fulcral, ressaltar a princípio, que as altas taxas de feminicídios no cenário brasileiro estão diretamente atreladas a uma cultura patriacal e misógina. Em que, tem-se objetificação do corpo da mulher, de modo, a ser dominado e subjulgado ao sexo masculino. Tal ótica, incrustada na sociedade brasileira desde o período colonial, vêm refetindo até os dias atuais, em milhares de casos de violências físicas, psicológicas,patrimoniais e mormente assassinatos. Nessa esteira, a máxima da filósofa Hannah Arendt,  em que "A essência dos direitos humanos, é o direito a ter direito" cabe perfeitamente, tendo em vista, que somente o combate efetivo a essa vicissitude, tornará possível um ambiente seguro para as mulheres.

  Além disso, soma-se a essa problemática a brandura das leis brasileiras, uma vez que, em grande parte dos casos torna-se falha e insuficente.  Embora, o Estado brasileiro tenha dado importantes passos no combate ao feminicídio,a saber, a promulgação da Lei Maria da Penha e mais recentemente a lei 13.104, mais conhecia como lei do feminicídio, constata-se que essas por sua vez ainda são frágeis e tênues. Como pode-se ver, em um recente relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (IPEA), no ano de 2017, 4.936 mulheres foram assassinadas no país, sendo que 66% eram negras.

  Logo, para que as mulheres brasileiras possam usufruir dos seus direitos, já garantidos na declaração dos direitos humanos, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, é necessário que a escola em parceria com a família realize no ambiente escolar, palestras e rodas de conversas com a participação de pais, alunos e todo o comunidade escolar acerca da igualdade de gênero, bem como, a dissolução dessa cultura sexista e misógina existente. Por meio de dinâmicas e  jogos , no qual, sejam trabalhados conceitos de empatia, respeito e igualdade. O intuito de tal medida, deve ser transformar essa mentalidade arcaica, e assim tornar os jovens e todo o corpo social capazes de combater e quiçá erradicar o feminicídio. 

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