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Ansiedade e depressão em tempos de pandemia

Na série estadunidense “Os treze porquês”, produzida pela Netflix, é retratada a história de uma jovem que se suicidou devido à depressão. Desta forma, pode-se concluir que, muitas vezes, transtornos mentais podem ter fins trágicos. Fora dos limites ficcionais, tal distúrbio, associado ao transtorno de ansiedade, pode estar mais presente na sociedade quando essa está submetida a determinadas circunstâncias, como uma pandemia. Por seu caráter fatal, a discussão sobre suas causas, dentre as quais estão a ineficácia estatal e o isolamento social, se torna imprescindível.

Diante disso, é válido analisar, primeiramente, que o Estado não é eficaz no combate a uma pandemia, contrapondo-se a sua razão de existência. De acordo com os teóricos contratualistas, a exemplo dos filósofos modernos Thomas Hobbes e Jean-Jaques Rousseau, o Estado teria como finalidade administrar e regulamentar a vida em sociedade, fornecendo, assim, proteção aos indivíduos. Contudo, no contexto pandêmico, esse objetivo não consegue ser alcançado, fato que altera a lógica de funcionamento social. Essa mudança traz consequências negativas à mente humana, que, por estar acostumada com uma forma organização de mundo, tem dificuldade em se adaptar à mudança repentina. Portanto, atribui-se ao Estado influência sobre os casos de ansiedade e depressão desenvolvidos nesse contexto.

Além disso, é importante ressaltar que a falta de contato dos indivíduos entre si também é um fator contribuinte para o desenvolvimento de distúrbios mentais. Segundo o filósofo grego Aristóteles, o ser humano é um animal político-social por natureza, e, portanto, tende a viver em comunidade. Todavia, quando há uma pandemia, a principal medida profilática é o isolamento social, que implica, por definição, no distanciamento entre os seres. Dessa forma, há uma contradição da natureza desses, fazendo com que tendam a entrar em desequilíbrio. O resultado disso são alterações mentais e comportamentais nesses seres de forma sistêmica. Nesse sentido, percebe-se que a convivência entre as pessoas, ou a falta dela, afeta essas psicologicamente.

Haja vista o apresentado, conclui-se que medidas, a fim de mitigar os efeitos negativos de uma pandemia sobre os indivíduos, devem ser tomadas. Para isso, ONGS (organizações não governamentais) podem oferecer atendimento psicológico gratuito de modo virtual, com o objetivo de ajudar a população, especificamente as camadas populares, a lidar com a situação adversa. Ademais, as mídias sociais, detentoras de grande influência no mundo contemporâneo, devem promover o encontro entre pessoas também de forma online, com intuito de levar entretenimento mantendo o isolamento. Dessa forma, talvez, seja possível evitar que a ansiedade e a depressão tenham um fatídico fim.

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