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Ações para alcançar a igualdade de gênero no Brasil
A desigualdade de gênero está intrínseca a uma herança histórica repleta de esteriótipos quanto às funções sociais em conjunto com a construção de uma sociedade patriarcal. O esteriótipo da mulher como a dona de casa, a mãe zelosa e esposa dedicada ficou estampado nas mais diversas propagandas divulgadas pelo "American Way of Life". Além disso, as injustiças no mercado de trabalho são evidenciadas desde os protestos que ocorreram no mundo reivindicando melhores condições de trabalho nas fábricas, que deu origem ao Dia Internacional da Mulher. Logo, fica claro que as mulheres, ainda que tenham os mesmos direitos que os homens, não estão equiparadas a eles no âmbito da política, do trabalho, dos serviços domésticos, do salário e inclusive são vítimas da violência devido às práticas machistas.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística), as mulheres ganham, em média, 25,5% a menos que os homens. Ademais, conforme o Global Gender Gap de 2017 do Fórum Econômico Mundial, ainda levará 217 anos para que ocorra uma paridade de remuneração entre os diferentes gêneros. Dessa forma, mesmo que as mulheres apresentem competência na profissão escolhida, elas enfrentam muito mais preconceitos e barreiras que os homens para ingressarem no mercado de trabalho e serem devidamente remuneradas. Sendo assim, ainda é baixo o número de mulheres que consegue ocupar cargos de alta gestão em empresas e cabe aos grandes empresários estimularem a liderança feminina em seus negócios.

Além disso, as mulheres além de cumprirem jornadas diárias de trabalho ainda cumprem extensas horas de realização de serviços domésticos a mais que os homens. Sem contar que dentro da própria casa muitas mulheres são vítimas de violência física ou abuso sexual e é de extrema importância que essas agressões sejam denunciadas. Segundo o Ministério da Saúde, 150 mil mulheres precisaram de atendimento médico em virtude da violência doméstica ou sexual em 2014. E ainda que, o Brasil tenha conseguido aumentar a igualdade de gênero na educação, ainda é falho na equidade dentro da política. São poucas as mulheres que atingem representatividade política no país.

Portanto, é notório a necessidade da tomada de atitudes para alcançar a equivalência política, econômica e social entre homens e mulheres. A mídia, que tem poder de formação de opinião na sociedade atual, pode valorizar o empoderamento da mulher por meio de campanhas a favor da igualdade de gênero, divulgação de informações sobre as injustiças sociais e impedindo a circulação de propagandas que objetifiquem a mulher a fim de que a sociedade brasileira tenha consciência dessa cicatriz da herança patriarcal. As escolas e famílias podem educar as crianças por meio de diálogo e atividades lúdicas para instruí-las a combater o sexismo, visto que uma boa educação pode ser a chave para reverter gradualmente esse quadro de disparidades entre homens e mulheres.
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