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A submissão feminina na sociedade

 A saber, durante o século 19, a professora Nísia Floresta criou a primeira escola para meninas no Brasil, com o fito de ensinar e fomentar o conhecimento dos direitos e as oportunidades das mulheres em sociedade, algo privado a tais pela ausência de requerimento próprio. Sob essa ótica, nota-se, no Brasil, que a submissão feminina, infelizmente, é algo vigente e que se consolidou como um entrave que integra a sociedade brasileira. Nesse sentido, essa problemática tem como causa a inexistência de um ensino escolar operante sobre os direitos constitucionais de equidade entre os sexos, e como negativa consequência o aumento da violência contra mulheres no corpo social brasileiro. Contudo, é imperativo o debate e coibimento desse problema atual.


 Em primeira análise, a falta de ensino no que tange os direitos de igualdade e as diretrizes sociais de oportunidades recém garantidas e conquistadas em prol do público feminino, é um dilema na liquidação desse impasse. Nesse viés, consoante Rousseau, 'o ser humano nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado', conceito que expressa licitamente o atual panorama de submissão feminina, que por sua vez, é desencadeado pela insuficiência de conhecimento acerca de seus reais direitos em sociedade. Posto que, muitas muheres desconhecem seus valores como cidadãs e vivem de modo inferior aos outros sujeitos, ora porque não tiveram uma educação airosa sobre os diferentes ''lugares'' que essas podem ocupar na comunidade humana, ora por terem uma mentalidade patriarcal: que, outrora, legitimava a dominação masculina no meio social. Em síntese, essa situação deve ser revista e mudada de imediato.


 Outrossim, o aumento da violência contra mulheres é uma infórtuna consequência da dificuldade em pauta. Haja vista que de acordo com o portal G1, este ano, as ocorrências de casos de agressões contra o sexo feminino cresceram de modo exponencial no país. Fato que é  mantido pela aceitação inteirina, gerada pela submissão, principalmente, em relações afetivas com o agressor, de violência seja física ou verbal. Visto que, por acharam que devem ser delegadas pelos homens, inúmeras mulheres aceitam os mais variados tipos de agressões possíveis. Desta forma, é criado uma ''monotomia de normalização'', que segundo Hannah Arendt, tornam os indivíduos incapazes de julgamentos morais; ou seja, passivos a quaisquer atos negativos a tais, como a violência.


 Portanto, é imperioso a criação de medidas que mitiguem esse problema supracitado. Para tanto, cabe ao  Ministério da Educação(MEC) juntar-se com às escolas regionais, com o fito de que, por meio da criação de projetos interdisciplinares- como palestras e aulas práticas- que respaldem e ensinem os direitos, as oportunidades e a importância histórica das mulheres para a construção social e econômica humana, quiçá, atenuar essa adversidade. De modo que esses projetos, que devem ser lecionados por professoras de ciências humanas, sejam mais didáticos e menos conteudistas. Só assim, com o conhecimento moral e democrático, desde a tenra idade, as meninas não se submeterão ao meio social, mas, sim, irão usufruir de seus direitos sociais de equidade no mundo hodierno.

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