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A questão da água no Brasil

No artigo 3º, Inciso II, da Constituição Federativa do Brasil, é objetivo do Estado garantir o desenvolvimento nacional do país. Entretanto, ao analisar que substancial parcela da sociedade carece de água para sobreviver, enquanto o setor da agropecuária desperdiça uma quantidade enorme de água por dia, nota-se que a sociedade brasileira ainda está distante de experimentar tal desenvolvimento. Com efeito, é necessário desconstruir a negligência das entidades públicas acerca da crise hídrica e o desperdício indevido de água.


        Em primeiro plano, destaca-se o documentário americano “cowspiracy” da plataforma netflix, no qual mostra que o setor da agropecuária é o detentor de maior parcela de água desperdiçada no mundo, sobretudo o Brasil. Tal fato reflete diretamente na precariedade de água que as populações mais carentes enfrentam - como as moradoras de favelas e comunidades- não só para o consumo dessa água mas também para a higiene pessoal. Nesse viés, nota-se que os recursos hídricos não são distribuídos igualmente na sociedade brasileira. Logo, atitudes devem ser tomadas para mudar esse quadro.


        Outrossim, a negligência das entidades públicas contribui para a crise hídrica, sobretudo no quesito do sistema de saneamento básico mal definido no Brasil. Sob essa ótica, é interessante evidenciar o livro “Capitães de Areia” de Jorge Amado, no qual mostra o descaso do governo com a população ao não promover políticas públicas de saneamento básico, o que desencadeou inúmeras mortes, devido às doenças que os indivíduos contraíram- como a varíola. Analogamente, tal fato, apesar de fictício, se assemelha à situação que a população brasileira vive, na medida em que o governo se mostra omisso para criar mecanismos de redistribuição de água e, consequentemente, fornecer um programa de saneamento básico eficaz. Por conseguinte, enquanto houver a negligência das entidades públicas, os brasileiros continuarão vivendo nessa problemática.


        Impende, pois, que para combater o problema da crise hídrica no Brasil, o Governo Estadual deve criar mecanismos para a redistribuir os cursos de água-para atender toda a população brasileira- por meio da fiscalização da quantidade de água que vai para cada setor- como as casas das famílias, a agropecuária e o saneamento básico- e deve aplicar multas para quem ultrapassar o limite de uso de água diário, a fim de reduzir o desperdício e promover um programa de saneamento básico eficaz.    Dessa forma, paulatinamente, a sociedade brasileira experimentará o desenvolvimento nacional do país, como está na Constituição.

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