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A importância da consciência de privilégios

                 O artigo V da carta Magna Federal brasileira, evidencia a igualdade irrestrita existente entre os cidadãos. Contudo, considerando o atual contexto social, percebe-se que a premissa exposta pela constituição está em descompasso com a conjuntura hodierna, principalmente no que diz respeito a situações de privilégios concedidos a determinados grupos ou classes sociais, em detrimento dos demais. Assim, reconhecer tais benesses é o primeiro passo para mitigar essa realidade.


          Precipuamente, faz-se necessário recorrer ao contexto histórico de formação da nação canarinha, para compreender tal problemática. Nesse contexto, o sociólogo Gilberto Freire em sua obra, “Casa grande e Senzala” constata os privilégios usufruídos, pelos senhores de escravos em contraste com as condições insalubres de existência vivenciados pelos negros, nas senzalas. Hodiernamente, apesar dos efetivos governamentais, percebe-se ainda uma discrepância no acesso a bens e serviços normativos por grande parte dos cidadãos, conjuntura que dependendo da cor de pele, grau de escolarização, orientação sexual, condição econômica entre outras, torna-se mais evidente.


              Ademais, vale ressaltar que o individualismo presente na sociedade atual, corrobora para a permanência do problema. Sob esse viés, o filósofo Zygmunt Bauman defende em sua obra, “Modernidade Líquida”, que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar somente para si. Essa liquidez é facilmente percebida, uma vez que se verifica sujeitos preocupados em garantir os seus privilégios, mas cômodos com a precariedade dos recursos ofertados, aos seus semelhantes.


           Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para tanto, a Mídia, como meio formador de opinião, deve trazer essa temática ao público e debatê-la criticamente, a partir de novelas, documentários, entrevistas e campanhas em canais televisivos de grande alcance. Nesse sentido, tais ações devem viabilizar a derrubada de preconceitos existentes, além de tornar os indivíduos mais conscientes dos seus privilégios e, assim quiçá, terá uma sociedade mais altruísta e igualitária, onde os cidadãos tenham as mesmas oportunidades, tal como defende a Constituição brasileira.            

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