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A crescente descrença no pensamento científico no Brasil
O pensamento mítico exerceu uma notável influência na formação do mundo grego. Na Antiguidade Clássica, as lendas foram essenciais no processo de construção da identidade social e um importante veículo de difusão de um saber prático para os nativos. Contudo, na medida que as cidades gregas desenvolviam-se o misticismo foi sendo substituído pela filosofia, fundamentando as bases da racionalidade humana. Em consequência disso, a razão, paulatinamente, sustentou o desenvolvimento das ciências, promovendo a racionalização da vida, muito embora, o mito constitui-se, ainda, como um aspecto relevante na fomentação do pensamento humano.
Nesse sentido, é válido salientar o poder das representações culturais como uma forma de contrapor a materialidade das questões. A ideologia é fundamental na construção do caráter pessoal, desse modo, relutar em aceitar ideias pré-estabelecidas , mesmo que irrefutáveis, é fruto de uma doutrinação demagógica. Por exemplo, muitas pessoas não acreditam na viagem tripulada à Lua, outras acham que a Terra é plana, ainda que ajam provas cabais sobre tais fatos. Sob esse viés, pode-se associar a descrença no pensamento científico a um padrão comportamental - a maneira pela qual as pessoas decidem agir perante a realidade.
Outrossim, refere-se a influência que instituições sociais, como a igreja, promovem na formação do pensamento dos indivíduos. No Brasil, um país predominantemente cristão, os dogmas religiosos acabam por se sobrepor, em muitos casos, à racionalidade científica. Com efeito, a disseminação de estudos científicos , como o evolucionismo de Charles Darwin, esbarra na crença criacionista propagada pela igreja.
Sendo assim, a educação deve ser utilizada como a principal arma no combate a ideologias e a desinformação. Para isso, é necessário um aprimoramento do sistema educacional no país, com a melhoria na qualidade do ensino, novas propostas pedagógicas e investimentos estruturais nas escolas. Além disso, o MEC também pode promover a expansão de projetos de feira de ciências com o objetivo de despertar o interesse dos jovens na carreira científica. Igualmente, na mídia falta a elaboração de mais matérias jornalísticas, ou mesmo de uma revista, como a Science, especializada na divulgação de artigos acadêmicos que colaboram muito para a educação do grande público, isso é uma lacuna que deve ser observada. Assim, com mais educação e informação a ciência pode se sobrepor ao mito, promovendo o esclarecimento e elucidando às controvérsias.
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