ANÁLISE DO TEMA: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”

Temática pertinente e de extrema importância para a sociedade brasileira. Reflexão valiosíssima. De modo geral, a intolerância [sentimento hostil, preconceito] certamente permeou a discussão em várias aulas de redação, filosofia, sociologia, entre outras disciplinas, da maioria dos estudantes, principalmente quando relacionadas às questões raciais, religiosas e sociais [inclusive estava nas propostas do Redacão Online]. Assim, a raiz da discussão – preconceito, violência e discurso de ódio – certamente já havia sido trabalhada pela maioria, direta ou indiretamente.

Analisemos brevemente a temática:

Foco central: o combate! Logo, o texto deveria trabalhar não apenas o fenômeno, mas as ações viáveis para solucionar a questão. Torna-se válido, dessa forma, o diálogo com as medidas já tomadas bem como as perguntas que podemos fazer ao tema para problematizá-lo. [Qual é o problema? Quais as causas? Por que ainda não foi solucionado? Como solucionar?]

É importante destacar que o aluno precisava limitar a discussão ao contexto nacional. Comparativos com demais países poderiam ser utilizados, entretanto o aluno não poderia perder de vista o viés brasileiro.

Além disso, seria enriquecedor analisar tal intolerância de modo mais amplo e avaliar os possíveis interesses existentes por trás dos combates religiosos. [A tradicional estratégia das causas e das consequências]

Vale ressaltar, então, os possíveis agentes da mudança [uma vez que o combate era uma das palavras-chave]: a família, a escola, a mídia, pois são agentes diretos quando tratamos da conscientização e do convívio com as diferenças. O governo, suas intervenções legais, bem como a fiscalização delas, também poderia agir. Outros fatores/agentes seriam igualmente coerentes. [Tudo, claro, relacionado ao seu texto e detalhado: quem faria, o que faria e como faria.]

Por fim, segue algumas relações possíveis:

É um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana.

  • Liberdade de expressão e de culto são assegurados pela declaração universal dos direitos humanos e pela constituição federal.
  • O Brasil é laico, logo, não há uma religião oficial, por conseguinte, o estado deve se manter neutro.
  • O preconceito contra religiões de matrizes africanas no Brasil [lembrar de alguns fatos midiáticos poderia ser interessante]
  • Literatura: “O pagador de promessas”, Dias Gomes.
  • Relações históricas [para contextualizar]: Perseguição dos primeiros cristãos na antiguidade / Contrarreforma / Holocausto / A catequese dos índios brasileiros / A batalha de Canudos.

E vocês, o que acharam do tema?

Acredito que tenham produzido bons textos. [Aguardemos! Seguimos na torcida]

Profª. Josi Motta.

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  • Stefany

    Como eu não estava acostumada a debater as intervenções ao longo do desenvolvimento, com medo de errar, preferi fazer um parágrafo falando dos resquícios da sociedade colonial (cristã e escravista) para a atualidade e outro falando da xenofobia no Brasil que há por influência da “guerra ao terror” e deixei as intervenções para estas questões para a conclusão. Eu perco ponto na competência 2?