Tema de Redação: direitos humanos

Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo- argumentativa sobre o tema: DIREITOS HUMANOS.

Texto 1

 O que são os direitos humanos?

Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição.

Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre e muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação.

O Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos.

Desde o estabelecimento das Nações Unidas, em 1945 – em meio ao forte lembrete sobre a barbárie da Segunda Guerra Mundial –, um de seus objetivos fundamentais tem sido promover e encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, conforme estipulado na Carta das Nações Unidas:

“Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua     fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, … a Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações…”

Preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948

Contexto e definição dos direitos humanos

Os direitos humanos são comumente compreendidos como aqueles direitos inerentes ao ser humano. O conceito de Direitos Humanos reconhece que cada ser humano pode desfrutar de seus direitos humanos sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outro tipo, origem social ou nacional ou condição de nascimento ou riqueza.

Os direitos humanos são garantidos legalmente pela lei de direitos humanos, protegendo indivíduos e grupos contra ações que interferem nas liberdades fundamentais e na dignidade humana.

Estão expressos em tratados, no direito internacional consuetudinário, conjuntos de princípios e outras modalidades do Direito. A legislação de direitos humanos obriga os Estados a agir de uma determinada maneira e proíbe os Estados de se envolverem em atividades específicas. No entanto, a legislação não estabelece os direitos humanos. Os direitos humanos são direitos inerentes a cada pessoa simplesmente por ela ser um humano.

Tratados e outras modalidades do Direito costumam servir para proteger formalmente  os direitos de indivíduos ou grupos contra ações ou abandono dos governos, que interferem no desfrute de seus direitos humanos.

Algumas das características mais importantes dos direitos humanos são:

  • Os direitos humanos são fundados sobre o respeito pela dignidade e o valor de cada pessoa;
  • Os direitos humanos são universais, o que quer dizer que são aplicados de forma igual e sem discriminação a todas as pessoas;
  • Os direitos humanos são inalienáveis, e ninguém pode ser privado de seus direitos humanos; eles podem ser limitados em situações específicas. Por exemplo, o direito à liberdade pode ser restringido se uma pessoa é considerada culpada de um crime diante de um tribunal e com o devido processo legal;
  • Os direitos humanos são indivisíveis, inter-relacionados e interdependentes, já que é insuficiente respeitar alguns direitos humanos e outros não. Na prática, a violação de um direito vai afetar o respeito por muitos outros;
  • Todos os direitos humanos devem, portanto, ser vistos como de igual importância, sendo igualmente essencial respeitar a dignidade e o valor de cada

Normas internacionais de direitos humanos

A expressão formal dos direitos humanos inerentes se dá através das normas internacionais de direitos humanos. Uma série de tratados internacionais dos direitos humanos e outros instrumentos surgiram a partir de 1945, conferindo uma forma legal aos direitos humanos inerentes.

A criação das Nações Unidas viabilizou um fórum ideal para o desenvolvimento e a adoção dos instrumentos internacionais de direitos humanos. Outros instrumentos foram adotados a nível regional, refletindo as preocupações sobre os direitos humanos particulares a cada região.

A maioria dos países também adotou constituições e outras leis que protegem formalmente os direitos humanos básicos. Muitas vezes, a linguagem utilizada pelos Estados vem dos instrumentos internacionais de direitos humanos.

As normas internacionais de direitos humanos consistem, principalmente, de tratados e costumes, bem como declarações, diretrizes e princípios, entre outros.

Tratados

Um tratado é um acordo entre os Estados, que se comprometem com regras específicas. Tratados internacionais têm diferentes designações, como pactos, cartas, protocolos, convenções e acordos. Um tratado é legalmente vinculativo para os Estados que tenham consentido em se comprometer com as disposições do tratado – em outras palavras, que são parte do tratado.

Um Estado pode fazer parte de um tratado através de uma ratificação, adesão ou sucessão.

A ratificação é a expressão formal do consentimento de um Estado em se comprometer com um tratado. Somente um Estado que tenha assinado o tratado anteriormente – durante o período no qual o tratado esteve aberto a assinaturas – pode ratificá-lo.

A ratificação consiste de dois atos processuais: a nível interno, requer a aprovação pelo órgão constitucional apropriado – como o Parlamento, por exemplo. A nível internacional, de acordo com as disposições do tratado em questão, o instrumento de ratificação deve ser formalmente transmitido ao depositário, que pode ser um Estado ou uma organização internacional como a ONU.

A adesão implica o consentimento de um Estado que não tenha assinado anteriormente  o instrumento. Estados ratificam tratados antes e depois de este ter entrado em vigor. O mesmo se aplica à adesão.

Um Estado também pode fazer parte de um tratado por sucessão, que acontece em virtude de uma disposição específica do tratado ou de uma declaração. A maior parte dos tratados não são auto-executáveis. Em alguns Estados tratados são superiores à legislação interna, enquanto em outros Estados tratados recebem status constitucional e em outros apenas certas disposições de um tratado são incorporadas à legislação interna. Um Estado pode, ao ratificar um tratado, formular reservas a ele, indicando que, embora consinta em se comprometer com a maior parte das disposições, não concorda com secomprometer com certas disposições. No entanto, uma reserva não pode derrotar o objeto e o propósito do tratado.

Além disso, mesmo que um Estado não faça parte de um tratado ou não tenha  formulado reservas, o Estado pode ainda estar comprometido com as disposições do tratado que se tornaram direito internacional consuetudinário ou constituem normas imperativas do direito internacional, como a proibição da tortura.

Costume

O direito internacional consuetudinário – ou simplesmente “costume” – é o termo usado para descrever uma prática geral e consistente seguida por Estados, decorrente de um sentimento de obrigação legal.

Assim, por exemplo, enquanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos não é, em si, um tratado vinculativo, algumas de suas disposições têm o caráter de direito internacional consuetudinário.

Declarações, resoluções etc. adotadaspelos órgãos das Nações Unidas

Normas gerais do direito internacional – princípios e práticas com os quais a maior parte dos Estados concordaria – constam, muitas vezes, em declarações, proclamações,  regras, diretrizes, recomendações e princípios.

Apesar de não ter nenhum feito legal sobre os Estados, elas representam um consenso amplo por parte da comunidade internacional e, portanto, têm uma força moral forte e inegável em termos na prática dos Estados, em relação a sua conduta das relações internacionais.

O valor de tais instrumentos está no reconhecimento e na aceitação por um grande número de Estados e, mesmo sem o efeito vinculativo legal, podem ser vistos como  uma declaração de princípios amplamente aceitos pela comunidade internacional.

A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, por exemplo, recebeu o apoio dos Estados Unidos em 2010, o último dos quatro Estados-membros da ONU que se opuseram a ela.

Ao adotar a Declaração, os Estados se comprometeram a reconhecer os direitos dos povos indígenas sob a lei internacional, com o direito de serem respeitados como povos distintos e o direito de determinar seu próprio desenvolvimento de acordo com sua cultura, prioridades e leis consuetudinárias (costumes).

Fonte: http://www.dudh.org.br/definicao/

Texto 2

direitos-humanos

Fonte

 

  • FREDERICO HAUPT BESSIL

    A LIBERAÇÃO DO PORTE DE ARMAS COMO UM DIREITO HUMANO À LEGÍTIMA DEFESA DA VIDA E DA PROPRIEDADE
    Embora a liberação para que o cidadão possa portar armas acarrete um certo risco social – segundo os desarmamentistas -, o direito de autodefesa é humano, essencial no Estado democrático de direito e advém do direito de propriedade que cada indivíduo possui.
    Afirma-se que com mais armas em circulação, aumentam as chances de incidentes fatais. De fato, nos EUA com toda a repressão policial, leis de tolerância zero e com todos os recursos que aquele país direciona para a prevenção através da educação, são rotineiros os conflitos fatais envolvendo armas de fogo, pois lá uma arma pode facilmente adquirida por qualquer indivíduo maior de vinte e um anos que não apresente antecedentes criminais. Desse modo, justifica-se uma maior restrição e controle aqui no Brasil.

    Todavia, o Estado brasileiro não consegue impedir que milhões de armas ingressem no país ilegalmente e cheguem nas mãos de bandidos, deixando a população indefesa. Dada essa indubitável realidade, se o governo falha em garantir a segurança pública, como iremos nos defender daqueles que são mais fortes e violentos? Ora, os mais fracos podem utilizar seus cérebros para criar ferramentas que lhes ajudem a se defender dos elementos antissociais, e é aí que entram as armas.

  • FREDERICO HAUPT BESSIL

    A LIBERAÇÃO DO PORTE DE ARMA COMO UM DIREITO HUMANO À LEGÍTIMA DEFESA DA VIDA E DA PROPRIEDADE
    Embora a liberação para que o cidadão possa portar armas acarrete um certo risco social – segundo os desarmamentistas -, o direito de autodefesa é humano, essencial no Estado democrático de direito e advém do direito de propriedade que cada indivíduo possui.
    Afirma-se que com mais armas em circulação, aumentam as chances de incidentes fatais. De fato, nos EUA com toda a repressão policial, leis de tolerância zero e com todos os recursos que aquele país direciona para a prevenção através da educação, são rotineiros os conflitos fatais envolvendo armas de fogo, pois lá uma arma pode facilmente ser adquirida por qualquer indivíduo maior de vinte e um anos, que não apresente antecedentes criminais. Desse modo, justifica-se uma maior restrição e controle sobre os armamentos aqui no Brasil.

    Todavia, o Estado brasileiro não consegue impedir que milhões de armas ingressem no país ilegalmente e cheguem nas mãos de bandidos, deixando a população indefesa. Dada essa indubitável realidade, se o governo falha em garantir a segurança pública, como iremos nos defender daqueles que são mais fortes e violentos? Ora, os mais fracos podem utilizar seus cérebros para criar ferramentas que lhes ajudem na defesa da sua propriedade e dos seus bens contra os elementos antissociais. É aí que entra o direito humano de portar armas para a legítima defesa do principal bem tutelado pelo ordenamento jurídico, que é a vida.
    Com efeito, os defensores do desarmamento civil falham em responder as seguintes perguntas: se a população está desarmada – pois delegou ao Estado a sua defesa contra os bandidos -, que irá defendê-la dos agentes estatais corrompidos ou mal-intencionados? Se o poder público não exercer a sua prerrogativa de defender o cidadão, quem irá defender o povo dos mais fortes e mais violentos? Se algumas pessoas querem abrir mão de sua própria defesa, ao delegar tal atribuição exclusivamente ao Estado, qual direito elas têm de impor essa diretriz aos outros indivíduos, abolindo a capacidade desses de se defender contra os agressores?

    Enfim, os indivíduos têm o direito fundamental de que não tirem suas vidas, não restrinjam a sua liberdade e não confisquem sua propriedade honestamente adquirida. Ao Estado cabe permitir que os cidadãos aptos possam portar armas legalmente, fiscalizar a comercialização e a regular utilização e, principalmente, punir os transgressores da lei com eficácia e efetividade. Assim, os direitos humanos da população – que hoje está indefesa contra bandidos armados – estarão inequivocamente mais protegidos.